segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Escritor marginal itinerante

Quando ficávamos nos botecos perto da faculdade tomando umas e outras com os amigos, de tempo em tempo apareciam uns figuras, meio hippies ou punks (geralmente socialistas ou libertários), com uns livrinhos xerocados que deixavam nas mesas. Aí a gente lia e, se gostasse, ficava com um ou mais exemplares mediante pagamento de uma quantia módica.

No caso da minha turma, isso acontecia quando estávamos no Café do Estudante ou no Café Poesia, ambos perto da reitoria da Universidade Federal, em Curitiba. Mas rolava em qualquer boteco que reunisse estudantes, pensadores, artistas, músicos etc. Eram basicamente livros de poesia e fanzines.

Fazendo uma analogia, o que fazemos aqui (não só no MCP, mas na blogosfera em geral) é bem parecido com o que aqueles caras faziam, mas numa escala planetária. Pensando bem, o trabalho deles era mais difícil, eles tinham que ser atrevidos e mostrar a cara pra vender, enfrentando uma audiência bastante crítica.

Então, quando o contista entre posts divertidos e instrutivos e, recentemente, belas fotos provocantes (por que não dizer anárquicas) recomendar que você clique aqui, desloque o pensamento da imagem "mercado livre" e tente visualizar o artista alternativo que, de mesa em mesa, vai disseminando suas ideias e seu trabalho.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Concurso Fotográfico - MCPmate #7


"Um dia cruzei com ela, disse 'Oi!' e falei meu nome. Ela falou o dela e eu perguntei: 'Você lê MCP?' Ela fez questão de mostrar marcado na pele. Só não vou dizer seu nome. Sei que compreendem. Deixo para cada um(a) o barato de se inspirar e sentir saudade daquela gata que o(a) fez ajoelhar."

Transcrito ipsis literis de como o
Capitão Ócio mandou a contribuição para o concurso. Como sempre, ele tem uma boa história para contar. Da parte velada da mensagem, soubemos que ela é uma executiva, o que mexe ainda mais com nosso imaginário.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

De molhar a calcinha - parte 2

A única coisa que me intrigava era que nas vezes que fizemos isso, ele nunca a beijou na boca.

Meu marido se virou para cima e pediu para que o cavalgasse, o que ela fez, mas não sem antes fazer sexo oral nele, e chupou muito bem. Eu comecei beijar a boca dele freneticamente, e suas mãos se desdobravam em acariciar nossos corpos. Controlei o tesão pra não gozar naquela hora, pois queria o sexo dele dentro de mim. Então ele veio em minha direção, me pôs de quatro e começou a me penetrar. Enquanto isso ela, atrás de nós, chupava o saco dele. Gozei, um dos melhores orgasmos da minha vida.

Ela pediu sexo anal, foi prontamente atendida e aconteceu com uma facilidade que eu nunca havia imaginado. Ele a enrabava e olhava para mim. Passado algum tempo, disse "Gabriela, vem cá, quero comer você novamente". Perguntei se não se importavam que eu ficasse olhando, pois estava adorando a cena. Ela sorriu. E quanto mais ele forçava, mais ela implorava pelo sexo dele.

Não resisti, me masturbei de forma bem tranqüila e num instante gozei de novo. Então eu disse "Bom, pessoas, nossa transa está maravilhosa mas temos que apurar, pois logo tem visita em casa. Guria, faz meu homem gozar que eu vou pro banho". Cinco minutos depois ela chegou toda lambuzada e tomou banho comigo.

:: 19.03.2008 ::

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Concurso Fotográfico - MCPmate #6

Cassiana é poesia. A foto foi inspirada numa passagem aqui do blog: "um desejo estranho, uma vontade... diferente..." [corrigido, viu?] O blog dela é o Eu entre elas. Mas não exagerem nos acessos, senão dá na veneta e ela tira do ar. Do contista aqui, a foto tirou o ar.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

De molhar a calcinha - parte 1

Ela, brincalhona como sempre, não perdeu a oportunidade de tirar uma casquinha de mim, "deixou o maridão vinte dias solteiro por ai, é?" Entre um papo e outro mencionou que tinha trazido um óleo de massagem. Tirou da bolsa e disse pro meu marido, que estava na TV, "vem cá, homem, vou fazer uma massagem em você, posso, né, Gabi?" Ela pediu que ele deitasse de bruços, subiu em suas costas puxando o vestido um pouco acima das coxas.

Meu coração disparou porque percebi o clima. Então fui até a cozinha disfarçar meu tesão e dar um pouco de privacidade para os dois. Quando voltei ele estava só de cueca e alisava os quadris dela, e tirou a calcinha branca e pequenininha. Eu poderia gozar apenas vendo os dois ali trocando carícias e se insinuando para mim.

Ele alternava as mãos nos seios, na bunda, no cabelo, no sexo dela. Ali percebi que tenho um homem bom de cama. Ele disse "Gabi, vem pra cá, vem? Quero comer as duas". Então meio tímida e sem saber o que fazer, tirei minhas roupas e deitei ao lado deles. Ele a possuía por trás e penetrou os dedos em mim, "nossa, você está completamente molhada" e colocou os dedos em minha boca. Timidamente comecei a tocá-la, seios e costas, mas não me senti à vontade e parei.

:: 18.03.2008 ::

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Concurso Fotográfico - MCPmate #5

Lelli Ramz é explosivo de alto poder de combustão, em movimento. É aí que (não) mora o perigo. Alma nômade, sensualidade proeminente. O blog dela leva o nome... dela. Pra que mais?

Sobre as fotos (tem mais, pessoal, mas no concurso entra esta), ela foi criativa. Escreveu no vidro do box (e não na pele) e fotografou-se a caráter. Achamos o máximo e jamais tolheríamos a liberdade criativa da Lelli. Agora é com vocês.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Concurso Fotográfico - MCPmate #4

Esta é a Lolita. Ela tem 24 anos, é estudante de História, mora em Porto Velho (Rondônia) e ama literatura. Além de proporcionar pra gente essa imagem maravilhosa (alguém arrisca dizer se o triangulozinho é verde ou azul?), ainda declara, de letra, que o MCP faz literatuira super bem. Obrigado, Lolita. É por leitoras como você que a gente capricha tanto. O blog dela é o confissoesdelolita.blogspot.com.

domingo, 18 de outubro de 2009

O oral

Sempre sonhou ser bombeiro, astronauta, músico ou escritor. Profissões que atrairiam mulheres, pensava. Apesar disso, seguiu a profissão do pai. O velho, no leito de morte, tentou dizer algo, “oral... pesquisa... prazer...”, mas se esvaiu sem concluir a frase. Ele, no torpor do momento, perdeu-se nas entrelinhas. “Dar o último prazer a meu pai? Seria isso?”, mensagens subliminares nunca foram seu forte. Interpretou simploriamente o vago recado e, resignado, tornou-se dentista.

Os anos passavam de forma lenta e dolorosa. Trabalho por obrigação, não por prazer. Até havia prazer no local do trabalho, mas outro tipo. Seu rosto bem talhado, corpo privilegiado e sorriso largo eram convite ao pecado. Seu consultório vivia cheio, frequentado por 90% de clientes mulheres. “Aqui não sentimos medo do motorzinho”, diziam elas.

Uma "consulta" mais acalorada, um velho arquivo derrubado. Ao arrumar a bagunça, encontrou uma caixa com o título "O ORAL". Pensando se tratar de mais trabalho, quase jogou fora, mas algo chamou sua atenção, reavivou a memória. Abriu então a caixa e, boquiaberto, defrontou-se com anos da pesquisa do pai sobre o oral. Tudo catalogado, com nomes, datas, impressões acerca do tema. Experimentos e observações, dicas e instruções.

Enfim a descoberta: moldes dentais, radiografias de boca inteira — periapical completa, panorâmica — decifrariam segredos. Identificariam as mulheres que, por características anatômicas, carregariam habilidades plenas em propiciar o oral. Finalmente a profissão lhe daria prazer por si só, um prazer certeiro e direcionado.

:: 04.10.2009 :: Historinha relatada pela Dra. Lu (sem mais detalhes)

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Concurso Fotográfico - MCPmate #3

Para que pudéssemos publicar essa delícia de foto ela fez uma exigência: "Me identifique apenas como 'a Professora'..." E tinha que ser hoje, em homenagem ao dia 15. Em homenagem a ela, e a todos os mestres [vocês aprendem um pouquinho aqui também, certo?], esta imagem que vale muito mais que uma maçã. Com vocês, a Professora.

Agora é sério. Temos contos para publicar. Tem gente que vem aqui pra ler e não podemos deixar esses leitores de lado. Foi a coincidência da "efeméride" que nos fez adiar a publicação do conto. E a qualidade da foto. E aqueles pezinhos aparecendo lá no segundo plano...

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Concurso Fotográfico - MCPmate #2

Esta é a Bella. Ela quer o livro, caprichou na foto, a natureza caprichou nos atributos, mas prefere ficar anônima. Tudo bem, a gente aprecia do mesmo jeito.

Aos babões de plantão avisamos desde já: o próximo post é conto.