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quarta-feira, 25 de maio de 2016

Convergência: a única salvação dos perversos

Tomou o que era talvez a última dose do destilado de agave, se ajeitou na cama e ficou pensando nela, deitada a seu lado. Desejava a mulher, mas de um jeito diferente. A ereção lhe fez tremer o corpo, porém a combustão não era por estimular a lasciva num coito tradicional. Não era isso. O desejo primitivo era por se masturbar olhando para ela, mas de modo que toda atenção dela estivesse dedicada ao vai-vem frenético.
“Quem é o mestre?”
“Como assim?”, ela levantou a cabeça com olhos curiosos.
“Quem é o mestre, ele ou eu?”, apontando para ela sua virilidade inchada.
“Você. A atração é sempre pela cabeça de cima.”

Com receio de intenções divergentes, ele ameaçou se recolher. Mas como lhe tivesse lido o pensamento, ela se abriu em flor e começou o trabalho.
“Quero você fazendo que nem um macaquinho tarado.” E se fartaram um do outro.

Para alguns tipos de gente, essa não seria uma madrugada feliz.

:: 25.05.2016 :: o início, rabiscado num guardanapo numa viagem sabática reveladora em março/2011; concluído só agora

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Luta de classes num balneário qualquer

Estava no litoral na temporada, mas a serviço. Todo dia o mesmo tédio do emprego subalterno, limpar, cozinhar e cuidar de crianças mimadas que choram até quando pisam na areia diante da mãe, obesa e ausente.

À tardinha, na hora da folga, colocava um biquininho sumário amarelo que ressaltava a bunda empinada e ia para a praia. No mar, mergulhava, flutuava, pulava de alegria e tesão entre os homens que se posicionavam casualmente ao seu redor.

Ela preferia os casados, e provocava, como que desafiando as granfinas que a miravam dos pés à cabeça no calçadão e metralhavam desprezo ao notar sua indisfarçável humildade.

Mergulhava e deixava escapar um seio, demorava arrumar, e por várias vezes roçava a bunda nos homens que a rodeavam, sentia nos olhos dos canalhas o desejo e o medo de serem flagrados em seus calções, tão próximos das esposas que, da praia, observavam desconfiadas.

Nesses momentos era feliz, invadida por um sentimento bom que fazia esquecer o salário miserável.

:: 29.07.2011 :: historinha contada pela Sra. Yfy

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Até de longe você ainda causa confusão na minha vida

Fomos pra Floripa no feriado, e numa das tardes estava na beira mar no centro com a namorada do meu primo e uma amiguinha adolescente. Passou um cara de moto amarela, parecia você, e eu VI NITIDAMENTE QUE ERA VOCÊ. E o cara na moto amarela dava voltas na beira mar, passava pela gente e retornava.

Pensei "é ele, vamos tirar a prova". Você estava passando e o jeito foi provocar, então levantei a blusa e mostrei os peitões (sabe que eu vivo sem sutiã) — e agora eles estão túrgidos devido ao "ser receptáculo" em que me tornei, serei mãe e parece que de gêmeos. Você reduziu, passou, demorou um pouco e voltou com uns amigos.

Foi a maior vergonha quando o cara tirou o capacete, Shoei preto que nem o seu, e não era você. E já foi intimando. Pra piorar a situação o maridão chegou logo depois, e o sujeito, nada gentil, disse que eu tinha mostrado os peitos. No meio da confusão armada falei "Nada a ver, foi um bicho que entrou na blusa e eu me assustei". Agora terei que usar sutiã para sempre, até pra dormir. Então me diz aí a placa da sua moto.

:: 14.09.2010 ::