quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

As desventuras de Maçarico, o palhaço erótico III (parte 1)

Maçarico vivia arrastando asa pra cima da Dalvinha, a moça do café mais jovem e suculenta da repartição. Inocente que só ela, descerrou o decote sobre o balcão e propôs ao colega palhaço que animasse a festinha de três anos do filhote, e deixou bem claro que ele seria recompensado pelo feito (não financeiramente). Tudo combinado para o sábado festivo, na manhã de véspera o sexto sentido de Dona Rosineide, mulher do Maçarico, tocou o alarme e ela se dispôs a acopmpanhá-lo ao evento.

Ele entrou em desespero. Dalvinha era uma beldade temperamental, não haveria outra chance. Então formulou um plano mirabolante tendo como espinha dorsal contar com a participação de outro palhaço na animação. E o camarada mais parecido (tinha que ter o mesmo tipo físico, para permitir um revezamento estratégico) era o amigo de boemia Maçaneta.

Maçaneta tinha essa alcunha por permitir que qualquer um colocasse a mão — independentemente de gênero, etnia [olha o politicamente correto bombando aqui no MCP!!], religião, orientação sexual, idade e até mesmo espécie. Tanto que comparavam "a" maçaneta do camarada àquelas meio rengas, que de tanto uso mal se sustentam à porta.

Tudo combinado, os dois palhaços chegaram à festa (escoltados por D. Rosineide) devidamente caracterizados, com maquiagem idêntica, só se diferenciando pela cor do macacão. As sete crianças presentes foram à loucura. Para esquentar, como os demais convidados adultos, os três se afogaram na cachaça.

(continua... CLARO!)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

MCPmate - A Leitora

Sim, ela lê. Nem precisa escrever. Você devia fazer o mesmo.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

As desventuras de Maçarico, o palhaço erótico II

Episódio II da saga criada pelo amigo Alta, e que, para surpresa dele, terá um terceiro episódio.

Como narrado no episódio anterior, Maçarico era um palhaço de festas infantis que no dia-a-dia perdia tempo como funcionário público. E foi no trabalho que passou a ser assediado por uma vendedora, a qual ele apelidou carinhosamente de Véia. Era até mais jovem do que ele, mas aparentava mais idade.

Para conquistar o palhaço, a Véia lançou mão de dotes culinários, e convidou-o para um jantar em seu apartamento — bebidas e pratos afrodisíacos cuidadosamente preparados por ela.

Não obstante ser adepto do matrimônio (ver episódio I), nosso herói aceitou o convite. Depois de comer e beber muito, era chegada a hora de entrar em ação. Contudo, após dar várias arremetidas e já com dor na cabeça de baixo, Maçarico acabou por desistir de romper o lacre da Véia. “Seria virgem?”, pensou. Na manhã seguinte, ela liga toda consternada: “Desculpe querido, mas no calor da emoção esqueci de tirar o Tampax.” Nunca mais voltaram a se ver.

Mas o auge foi quando numa festa de fim de ano da repartição, Maçarico resolveu uniu as duas profissões: animaria a festa e os colegas de trabalho. Lá pelas tantas, mais chumbado que o normal, ouviu algum gaiato sugerindo striptease. Não se fez de rogado e, dançando freneticamente, logo desceu o macacão colorido. Só que não percebeu que uma das bolas do saco tinha escapado, e balançava pendurada pela lateral da cueca. Como muitos filmaram e fotografaram, a performance passou a fazer parte do folclore da repartição.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

As desventuras de Maçarico, o palhaço erótico I

Esse continho é do amigo Alta, que dispensa apresentação no MCP. Já o personagem que ele nos apresenta, esse merece destaque. O fato é que nos divertimos muito quando recebemos essas pérolas dos leitores-colaboradores!

Maçarico era um palhaço de festas infantis, que nas "horas ocupadas" se travestia de funcionário público municipal. Quando estava à paisana, trabalhava de segunda a sexta no setor de compras da repartição.

Apesar de casado e já beirando os 50, aparentava 20 anos menos e se valia de sua espontaneidade, alegria e vigor físico para conquistar todas as mulheres que considerava apetitosas, principalmente as vendedoras com quem mantinha contatos comerciais de trabalho.

A alcunha "Maçarico" lhe fora dada pelos amigos, pois costumava animar as festas com altas dosagens etílicas no sangue. Supunham que bastaria acender um fósforo perto do palhaço para que ele lançasse chamas pela boca.

Dentre suas façanhas, contam que, certa vez, confundiu o aniversariante a festa toda, e só ao final foi alertado do equívoco pela mãe do garoto, pois passara o tempo todo paparicando o menino errado, que era apenas um convidado. Menos pior, pois era comum, durante as festas, dar chutes e beliscões disfarçados nos malcriados que o tivessem provocado ou ofendido.

Outra característica era sua facilidade para armar a lona do circo na roupa de palhaço. Bastava ver uma mãe ou convidada gostosa, que o Maçarico já ficava todo assanhado pra cima dela.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Loucura funcional

"Pô, comprei aipim ontem e acho que estragou."
"Mandioca. Era cozida?"
"Não. Descascado. E de ontem pra hoje ele, o aipim, ficou todo pintadinho de cinza. Parece um fungo. Vou cozinhar mesmo assim. Se eu me intoxicar e morrer, manda rezar uma missa pra mim?"
"Come sim. Se der barato me chama."

:: 27.01.2010 ::

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

MCPmate - Jils


Para iniciar esta etapa, nossa querida e atormentada Jils, que anda sumida. E não se intimidem. Cliquem sobre a foto que a imagem é grande.

Como o incrível e mundialmente renomado Concurso Fotográfico MCP, misto de reality show e enredo de sessões de autoamor de muitos dos nossos leitores e leitoras, tinha quantidade definida de participantes, e mesmo depois disso algumas leitoras mandaram suas contribuições, sem mencionar o fato de que algumas das participantes mandaram mais de uma foto, e como o que é bonito tem que ser mostrado, e como esse fundo preto só com letras cansa a amizade, eventualmente publicaremos "fotinhas" remanescentes do concurso. Se alguém tiver alguma objeção com as fotos enviadas, avise já, ok?

Avisamos às leitoras exibicionistas que o espaço está aberto. Tá cheio de voyeur por estas bandas. O MCP é melhor que vestiário de academia com buraco de fechadura grande.Mandem suas fotos.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Scat (parte 2)

De volta ao ônibus, viagem longa pela frente, o Zé notou que o garotinho da poltrona ao lado engatou umas ânsias, então achou por bem não mexer mais no "problema". Na segunda parada, foi no banheiro do posto averiguar e viu, aterrorizado, o ceroto se materializando, além da impressão de que o cheiro não saía da mão ao lavar.

Nove horas na estrada, uma nódoa amarelada se materializando ao redor do zíper do jeans surradão, o Zé teve a sensação de que aquilo tudo estava virando requeijão, e que o cheiro atravessaria a calça inundando o ambiente do ônibus. No desespero, foi no banheirinho e começou a lavar o bilau naquela pia portátil mesmo.

Só que numa curva mais fechada a porta abriu e o Zé foi atirado fora do banheiro com o jubileu na mão, e se estatelou no colo de uma senhora gorda que começou a gritar. Testemunhas relataram que uma nuvem amarela empesteou o recinto.

Pra piorar o desastre, surgiu entre os passageiros um policial militar, que imediatamente enquadrou o rapaz: "atentado ao pudô, cavalheiro". Desconsolado, o Zé achou por bem nem tentar se explicar. Ficou dois dias na delegacia de Registro, até que um amigo advogado fosse até lá providenciar a liberação. Dois dias sem banho, diga-se de passagem. Há rumores de que o pinto do Zé caiu.

:: 15.01.2010 :: com colaboração do amigo Luiz "Macaco" Calmon

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Scat (parte 1)

O Zé ia pegar o ônibus Rio de Janeiro - Curitiba lá pelas dez e meia da manhã. Seriam onze cansativas horas de viagem. O fato é que o final de semana tinha sido divertido. O primo carioca apresentou umas amigas, entre elas uma balzaca que sinalizou que ia rolar. O combinado era o Zé passar na casa dela pela manhã antes de viajar, pois era perto da rodoviária e bem a hora que ficava sozinha em casa.

A louca abriu a porta de roupão. Numa examinada rápida o Zé percebeu que não tinha nada embaixo. Daí pra se atracarem foi um pulinho. Pra variar, ele andava na fissura, por isso não reparou que a moça era um "rio caudaloso", daquelas de lambuzar tudo, e no embalo não viu o tempo passar. Às dez e pouco saiu atropelado, nem deu tempo de se despedir direito, muito menos de tomar banho. Quando muito, limpou mal e porcamente na cortina.

Três horas de viagem, o busão para na lanchonete pro povo "desabastecer". Foi aí que a sensação incômoda se manifestou. Parecia que alguém tinha quebrado um ovo dentro da cueca do nosso amigo. Na hora em que ele abriu o ziper e pegou, tateou aquela gosma morna e viscosa, além de sentir uma maré estranha.

(continua)

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Saquenagem

Este conto é contribuição de um amigo muito talentoso, que preferiu não se identificar. Deixamos aqui um recado pra ele: caso mude de ideia, é só avisar que corrigimos a injustiça.

— Assaí, não é fruta?
— A fruta é com cedilha. Então, fica no norte, perto de Londrina. Ano que vem, depois da facul, volto pra lá, meu noivo, a família do meu noivo, tem um sítio, nem cinco minutinhos da cidade.
— Tá, mas vai largar a publicidade pra ser dona de sítio?
— Não. Gueixa.
— Hã???
— É. "A kind of", viver para servir. Meu marido trabalha e sustenta, eu o divirto, o mantenho feliz, amanhã ele trabalha e sustenta, a perfeita roda da vida. É pra isso que servem, todos iguais, homens, todos iguais, tanto faz, melhor que seja alguém dócil, e feliz, que sei onde tá o dia todo.
— Cínica. Pra que estudar, então?
— A boa diversão requer inteligência, não? E enquanto ele trabalha, tenho que ter o que pensar né?
— Vais é morrer de tédio.
— Sempre vou poder dizer, larguei tudo, chantagenzinha básica, sabe? Londrina é logo ali, um pulo no shopping, torro o dinheiro dos tomates, ou sei lá do que.
— A gente não se vê mais então?
— Depois não. Por que, gostou?
— Vou te dizer, achei que a "coisa" era mesmo atravessada...
— Bobo.
— Se bem que quando você vira, contorce, aperta, parece mesmo que é.
— Bobo, bobo. Vai me esquecer logo.
— Ah, não, não esqueço, vou lembrar sempre... huum, sashimi... molho de ostra, ó...
— Não, bobo, pare... não... me dá... mais saquê... ai... ai, sim... sim, não pare...

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Numa pensão barata

me dá aqui esse chiclete que tu tá comendo pra mim tapar esse buraco na parede. não quero que esses indecentes espiem enquanto a gente faz coisa. tem vez que gemem mais alto que tu. eles emporcalham tudo que a gente faz de bonito aqui.

pensa que eu não sei que mal eu desço a escada eles começam a bater na porta tentando a sorte de tu estar louca a ponto de não resistir e dar pra qualquer um? por isso eu acabo a birita na noite. e se eles trouxerem mais birita, o que tu faz? abre a porta? abre as pernas?

me dá logo esse chiclete que eu tô com pressa, vamos fazer logo que daqui a pouco o chefe me chama pro trabalho.

:: 24.04.2008 ::