quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Vatted

Eu a queria. Desejava aquele corpo, aquela boca. Mas a presença constante e intimidadora do namorado dificultava a aproximação.

Passei parte da noite analisando. Nunca subestimem um bom observador. Percebi que ele tomava coquetéis de frutas, daqueles com enfeites coloridos. Ela, uísque. Eis a oportunidade: ele era muito adocicado para o gosto dela. Ela merecia experimentar algo mais forte, amargo, intenso.

Com o intuito de animar a noite me ofereci para preparar drinques diferentes. Saí para comprar as iguarias. Para ele, uma batidinha exclusiva. Para ela, um vatted, mais forte, encorpado e especialmente escolhido. Ambos com um toque a mais, claro.

No dela, guaraná em pó. Um pouco mais que o necessário para alimentar seu entusiasmo. Minha menina ficou incandescente, endiabrada. Às três da manhã mergulhou na piscina, em pleno inverno, pequena demonstração da excitação e calor no seu corpinho. Eu a esperava na borda, de toalha nas mãos.

Sim, eu mesmo. Porque o namorado não conseguia sair do banheiro. Creio que exagerei na dose de laxante. Mas caprichei no detalhe da borda.

:: 21.12.2009 :: vatted ou pure malt é uma mescla de single malts de diferentes destilarias

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Tem coisa que escoteiro não deve fazer num ônibus (parte 3)

A morenaça levantou do banco e se esfregou toda em mim quando foi para o corredor. Faltavam mais três pontos para eu descer. Quando passou a tremedeira automaticamente levantei e parei atrás dela. Na freada dei aquela encoxada. Impassível, a morena desceu. Desci junto, mas para minha surpresa ela começou a andar sem olhar para trás. Fiz um "ssssss", depois um "ei", mas nada dela parar. Se eu estivesse com o apito de escoteiro dava aqueles três silvos seguidos (pri-pri-pri! quem foi escoteiro sabe o que significa). De alguma forma minha intuição já sabia que eu não devia ir atrás. Mesmo que eu não conhecesse o conceito, desde aquela época eu tinha pavor de ser taxado de stalker (a palavra "perseguidor" em português não é tão exata como em inglês).

Talvez eu tenha perdido ali a oportunidade de deixar de ser cabaço mais cedo, mas revendo a situação, foi melhor como aconteceu. Pior seria ela parar e eu não saber o que fazer. O fato é que andei dois quilômetros a mais para chegar em casa, tirei o uniforme de escoteiro e toquei uma bem caprichada no banho.

:: 05.09.2008 :: Publicado originalmente e numa pegada só n'O Coletivo, que expirou (pô, Jean!!!). Aqui foi atualizado e devidamente editado para o formato noveleta

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Tem coisa que escoteiro não deve fazer num ônibus (parte 2 - Um busão chamado desejo)

Eu escoteirinho no ônibus quase vazio sentado do lado daquela morena deliciosa e pré-balzaca. Mal começou o balança-balança delimitei meu espaço abrindo as pernas: encostei nela, evidentemente, e ela não recuou. Não vou entrar nos detalhes do ônibus parar nos pontos, entrar gente, sair gente, porque isso é chato. O que importa é que toquei meu braço no dela, que nem se mexeu. Coloquei a mão na minha perna, discretamente minha mão começou a deslizar pela minha coxa e a tocar a dela.

Como a morena não reagiu, abusei. Ora, escoteiro tem vocação para aventura (aquelas de escalar montanha, acampar, viajar etc.; tudo envolve adrenalina, certo?). Pra resumir, passei bom tempo com a mão lá no quentinho do meio das pernas dela. Não trocamos palavra e eu não me preocupei muito com os passageiros que pudessem perceber o climão. Então ela me olhou nos olhos, levantou e puxou a cordinha da campainha (aquela que avisa que alguém vai descer no próximo ponto). E passou por mim se esfregando toda. Eu só pensei que para o meu ponto faltavam mais três.

(continua)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Tem coisa que escoteiro não deve fazer num ônibus (parte 1)

A roupa de escoteiro hoje é mais discreta, calça jeans e camisa azul de aviador. Mas no meu tempo era aquele conjunto de brim cáqui com bermuda. Cada grupo escoteiro tinha o lenço (aquilo que os leigos chamam de gravata) de cores diferentes, camisa cheia de distintivos (graduações e especialidades), era uma beleza. E nada tira da cabeça deste perverso que a mulherada sente atração pelo uniforme de escoteiro na mesma proporção que os caras pelo das colegiais.

Eu cresci muito rápido e minhas pernas são naturalmente grossas. E o uniforme de escoteiro não acompanhou o crescimento. Então era um varapau de 13 anos e bermudinha apertada sábado no fim da tarde voltando de ônibus da reunião do grupo escoteiro. Eu morria de vergonha daquele uniforme.

Tá bom que eu era escoteiro, fazia boas ações, mas já tinha muito dessa atração doentia por rabo-de-saia. O ônibus estava bem vazio, eu passei na catraca (coisa que mais odeio na vida, mas isso é outra história) e aquela morena bonita, uma mulher pelos trinta anos, me olhou de cima até embaixo. Não teve jeito, sentei do lado dela. Foda-se o cobrador curioso.

(continua)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Concurso Fotográfico MCP - resultado

Depois de 47 dias de concurso, 28 fotos recebidas, 326 comentários, chegou a hora de apresentar o resultado final do nosso famigerado #concursofotograficoMCP. Confessamos que foi muito prazeroso pra nós e nossos leitores e leitoras admirar essas mulheres ousadas e suas poses arrasadoras.

Lembramos que o critério de escolha foi o número de leitores que comentaram por candidata, descartando-se os anônimos, e não simplesmente o número de comentários.

Vamos às vencedoras:
3º lugar, empatadas: MCPmate #1 - Mari e MCPmate #6 - Cassiana
2º lugar: MCPmate #4 - Lolita
1º lugar: MCPmate #5 - Lelli Ramz

Não foi coincidência. As que mostraram o rosto/blog levaram vantagem no critério de votação adotado. Entraremos em contato com a Lelli e combinaremos a entrega do livro.

=======>IMPORTANTE LER DAQUI PRA DIANTE

Mas como acreditamos na arte da fotografia e achamos que mesmo as anônimas merecem uma chance, é com grande prazer que concederemos um exemplar do concorridíssimo livro MiniContos Perversos & Outras Licenciosidades às candidatas que foram mais votadas nos comentários desta post. Critérios: um voto por comentário (não vale comentar duas vezes, babôes); só vale comentário identificado (pelo menos um perfil bloger ou aqueles que têm carteirinha de leitor cativo do MCP); as MCPmates podem votar, mas só em outras candidatas.

Claro que todas as fotos tiveram beleza, bom gosto e criatividade, mas neste momento, estes critérios é que devem decidis seu voto.

Observações importantes:
i) a foto deste post é hours concurs por motivos óbvios
ii) às participantes que nao venceram, não fiquem desanimadas; sempre há esta alternativa aqui
iii) de tempos em tempos publicaremos outras fotos que vocês continuarem mandando, bem como algumas que ficaram no acervo -- as "extras" das MCPmates; só que não é concurso, ok? temos certeza que leitoras e leitores vão adorar
iv) como sabemos que são todos brasileiros, que não desistem mas dá uma preguiiiiiça, vai uma mãozinha:
http://tinyurl.com/MCPmate1-Mari (1 voto)
http://tinyurl.com/MCPmate2-Bella (1 voto)
http://tinyurl.com/MCPmate3-aProfessora (4 votos)
http://tinyurl.com/MCPmate4-Lolita
http://tinyurl.com/MCPmate5-LelliRamz
http://tinyurl.com/MCPmate6-Cassiana (5 votos)
http://tinyurl.com/MCPmate7-aExecutiva (1 voto)
http://tinyurl.com/MCPmate8-Chaveirinho (1 voto)
http://tinyurl.com/MCPmate9-MissD (2 votos)
http://tinyurl.com/MCPmate10-MistressY
http://tinyurl.com/MCPmate11-Kim

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Concurso Fotográfico - MCPmate #11

O nome dela é Kim. Ela é ousada e bastante original. Pra nós do MCP, isso é arte refinada.

Reza a lenda que tem mulher que sai vestida assim na balada. Acredita?

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Negação

Achei uns comprimidos no carro da empresa. Seria rebite? Perguntei do que se tratava pro colega que tinha viajado antes de mim. Fez que não era com ele, coisa de drogado em negação. Memorizei o nome (Diasec) e fui pesquisar. Remédio contra diarréia. Esse é o mundo hoje em dia: o cara prefere passar por drogado que confessar que pegou uma caganeira.

:: 23.11.2009 ::

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A propriedade é um fetiche

Essa Maria é muito perversa. Sutil, elegante e PERVERSA. Sim, o conto é dela.

Aos cinco anos de idade a mãe me sentou ao seu colo e me disse meu anjo, você terá uma irmãzinha! É certo que minha cara se retorceu entre o já não bastasse eu perder meu lugar e o ainda por cima uma menina, mas a mãe acabou me convencendo de que eu era o mais velho, o mais importante, e que a menina seria um presente para mim -- um presente do qual eu deveria cuidar e proteger. Eu acreditei. Dezessete anos depois minha menina está sentada na beirada da cama, a pele arrepiada, coberta por pequenas gotas de água, enrolada na toalha. Percorro a língua por seu ombro e ela abaixa a cabeça ainda mais. Deito-a sobre a cama e abro a toalha que envolve seu corpo, ela vira o rosto, fecha os olhos. Toco-lhe as sardas e o bico do seio. Ela arde, imóvel. Abro suas pernas e me penetro nela. Enquanto eu repito você é minha, você é minha, minha menina goza despida de qualquer pudor.

[A frase do título é de Ricardo Lira, um dos maiores nomes de Direito Urbanístico no Brasil, e foi proferida em uma de suas maravilhosas palestras. Obviamente ele se referia à propriedade do solo, mas sua afirmação tomou asas em diversas direções.]