Noite fria, fui tomar sopa no Baviera com minhas amigas balzacas. Mesmo que o encontro fosse só entre mulheres não deixei de me arrumar bonita e sexy. O Baviera é um restaurante tradicional e funciona num casarão antigo do Largo da Ordem. Fazia tempo que eu não ia lá.
Parei no estacionamento da casa e entrei por um acesso nos fundos, mais fácil para quem deixava o carro ali. Na porta um rapaz bem vestido perguntou se alguém me aguardava. Respondi "Sim, minhas amigas!"
Enquanto a recepcionista pedia meu telefone, notei que a porta estava almofadada por dentro em couro sintético. Passei os olhos pelo recinto, comentando como havia mudado, "Puxa, agora é estilo barzinho!" Tinha mesas pequenas com casais conversando. Novamente veio a pergunta "Alguém a espera?", eu disse "Sim, minhas amigas já estão jantando!", ao que a recepcionista respondeu "Mas aqui não é restaurante".
Explico: depois da reforma a entrada do Baviera tinha ficado exclusiva pela outra rua que contornava o sobrado de esquina. Na parte de baixo, onde eu estava, funcionava uma sauna vip. Troquei uma risadinha cúmplice com o segurança na saída quando ouvi "É, bem que achei estranho mesmo." Perguntei se não dava para deixar o carro al. Infelizmente não. Estacionei fora e fui ao encontro das balzacas e das sopas, com assunto para o resto da noite.
:: 19.08.2003 :: Historinha contada por uma amiga que, sabe-se lá porque, não quis se identificar
terça-feira, 1 de setembro de 2009
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Manteiga verde
Os vizinhos ligaram pra minha mulher dizendo que a diarista estava passando mal. A coitada achava que ia morrer, isso que ela é super gente fina. A patroa foi de carro levá-la no hospital e ainda deu uma passada aqui no trabalho. Imagina a preocupação. E lá foram as duas.
Eu só saquei quando cheguei em casa e vi dois papeizinhos de brigadeiro no lixo. Como eles estavam há um tempão no congelador eu nem lembrava mais. Mas ai já era tarde. E deve ter batido de uma vez só, porque a diarista largou tudo aberto, as coisas esparramadas...
O médico ainda perguntou se a diarista tinha tomado alguma droga, mas como ninguém sabia, o diagnóstico foi stress e ficou por isso mesmo.
O tal brigadeiro com manteiga verde bate bonito. Vale a pena tentar, mas convém comer aos poucos, pois demora uns quarenta minutos pra bater, dependendo se o estômago está vazio.
O foda foi que só descobri o motivo do "surto" bem depois. Se soubesse antes, eu comprava uma coca dois litros, uns pacotes de salgadinhos e bolacha recheada e deixava a diarista vendo desenho animado, que ficava tudo certo.
===============================
A RECEITA
Em geral as receitas da internet cficam só no refogar o "capim" e usar a gordura que sobra do refogado. Funciona, mas não fica tão bom por dois motivos:
- as impurezas dos insumos são invariavelmente comidas
- a quantidade de "reagenTHCe" é reduzida (o reagente começa a desmanchar quando submetido a uma temperatira superior a 120 graus)
Como o capim paraguaio standard que se consegue por aqui não é um primor de higiene e pureza, o melhor método é o da panela de pressão.
Coloque uns cinco copos de água, uns 30 g de chá paraguaio prensado e 150 g de manteiga numa panela de pressão. Põe tudo pra cozinhar e deixe na panela 20 minutos depois que começar a ferver. Cuidado nessa parte: sai um cheiro bem característico!
Depois é só coar tudo num pano (pra tirar os galhos) e deixar o líquido que sobra do processo descansando em um recipiente. Em pouco tempo a manteiga (mais leve) irá se juntar na parte de cima e o resultado final será uma água bem suja (que deve ser jogada fora) por baixo e uma manteiga verde (um tom bem bonito até) por cima, que pode ser usada pra qualquer receita.
Você usa pra fazer brownie, nega-maluca, brigadeiro, o que quiser. A seguir uma receita de caramelo, bem interessante (porque usa bastante manteiga):
Ingredientes
- 400 g de glucose de milho
- 1 lata de leite condensado
- 180 g de manteiga
- 350 g de açúcar
Modo de preparo: leve ao fogo baixo todos os ingredientes e mexa sem parar até dar o ponto de bala. Teste o ponto em água fria. Untar um tabuleiro (30 x 21 cm) com manteiga. Colocar o caramelo. Esperar esfriar e cortar. Cortar com tesoura as tiras e em seguida, na transversal, os pequenos caramelos.
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Eu só saquei quando cheguei em casa e vi dois papeizinhos de brigadeiro no lixo. Como eles estavam há um tempão no congelador eu nem lembrava mais. Mas ai já era tarde. E deve ter batido de uma vez só, porque a diarista largou tudo aberto, as coisas esparramadas...
O médico ainda perguntou se a diarista tinha tomado alguma droga, mas como ninguém sabia, o diagnóstico foi stress e ficou por isso mesmo.
O tal brigadeiro com manteiga verde bate bonito. Vale a pena tentar, mas convém comer aos poucos, pois demora uns quarenta minutos pra bater, dependendo se o estômago está vazio.
O foda foi que só descobri o motivo do "surto" bem depois. Se soubesse antes, eu comprava uma coca dois litros, uns pacotes de salgadinhos e bolacha recheada e deixava a diarista vendo desenho animado, que ficava tudo certo.
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A RECEITA
Em geral as receitas da internet cficam só no refogar o "capim" e usar a gordura que sobra do refogado. Funciona, mas não fica tão bom por dois motivos:
- as impurezas dos insumos são invariavelmente comidas
- a quantidade de "reagenTHCe" é reduzida (o reagente começa a desmanchar quando submetido a uma temperatira superior a 120 graus)
Como o capim paraguaio standard que se consegue por aqui não é um primor de higiene e pureza, o melhor método é o da panela de pressão.
Coloque uns cinco copos de água, uns 30 g de chá paraguaio prensado e 150 g de manteiga numa panela de pressão. Põe tudo pra cozinhar e deixe na panela 20 minutos depois que começar a ferver. Cuidado nessa parte: sai um cheiro bem característico!
Depois é só coar tudo num pano (pra tirar os galhos) e deixar o líquido que sobra do processo descansando em um recipiente. Em pouco tempo a manteiga (mais leve) irá se juntar na parte de cima e o resultado final será uma água bem suja (que deve ser jogada fora) por baixo e uma manteiga verde (um tom bem bonito até) por cima, que pode ser usada pra qualquer receita.
Você usa pra fazer brownie, nega-maluca, brigadeiro, o que quiser. A seguir uma receita de caramelo, bem interessante (porque usa bastante manteiga):
Ingredientes
- 400 g de glucose de milho
- 1 lata de leite condensado
- 180 g de manteiga
- 350 g de açúcar
Modo de preparo: leve ao fogo baixo todos os ingredientes e mexa sem parar até dar o ponto de bala. Teste o ponto em água fria. Untar um tabuleiro (30 x 21 cm) com manteiga. Colocar o caramelo. Esperar esfriar e cortar. Cortar com tesoura as tiras e em seguida, na transversal, os pequenos caramelos.
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Então... foi isso que "me contaram". No mais, não sei de nada, não vi nada, não escutei nada. E mais uma vez: cuidado pra ninguém comer por engano (mesmo engraçada, a situação é complicada). E nada de fazer biscoitinho e deixar no chá da tarde da vovó e das tias, hein?
A mesma coisa já tinha acontecido com uns colegas na facul, que moravam numa república. Mas pra eles foi pior. A diarista ficou bem louca, começou a dançar... e acabou apanhando do marido quando chegou doidona em casa.
Classificar este relato como conto (ou não) fica para os literatos. Estruturamos a partir de uma conversa num "fórum" com um camarada que, por motivos óbvios, preferiu não se identificar. Ficou mais longo que os MCPs tradicionais, mas não dava pra publicar sem a (impagável) receita. O fato é que a narrativa em recordação e a revelação do "objeto" aos poucos ficaram bem interessantes... Se mudar de idéia, caro colaborador, avisa que lincamos seu blog aqui,com todo o crédito, ok?
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Uma noite qualquer
Esta noite, em Bangladesh, um homem acordará com espanto daquele que julgava ser seu último sono. Enquanto Eros segue desatento, em um casebre miserável uma menina conhecerá a dor e o prazer. Jamais saberá distingui-los.
Esta noite, numa cidade qualquer, uma mulher incendiará as vestes com seu próprio fogo... e assim se consumirá. Aqui ao lado, um homem vai se afogar em seu copo. Estranhamente, ninguém ao redor perceberá.
A Indesejada das Gentes arrastará seu longo manto lentamente, senhora do tempo.
:: 21.02.2007 :: Soprado por Lani, a contadora de histórias desaparecida
Esta noite, numa cidade qualquer, uma mulher incendiará as vestes com seu próprio fogo... e assim se consumirá. Aqui ao lado, um homem vai se afogar em seu copo. Estranhamente, ninguém ao redor perceberá.
A Indesejada das Gentes arrastará seu longo manto lentamente, senhora do tempo.
:: 21.02.2007 :: Soprado por Lani, a contadora de histórias desaparecida
terça-feira, 11 de agosto de 2009
A menina mais bonita é bem aquela que gosta de bichos esquisitos
Eu já tinha colocado a viola no saco, a despeito da beleza cristalina e dos 18 anos dela, quando falou que ia trabalhar de bartender numa boate de baixa categoria na Cruz Machado (ops). Tudo bem que ia fazer drinks e não necessariamente programa, mas acredito piamente que o meio faz o homem.
Foi aí que lembrou que ia ganhar do pai um esquilo, mas que queria na verdade uma cobra (ops). Comentou que um amigo tinha uma caranguejeira, e que ele gostava de andar com a bichinha pela rua, amarrada numa cordinha “tipow” coleira, e que um dia, numa distração, um transeunte tacou o pé na peluda. O amigo e ela choraram aos cântaros.
Quando perguntei se não servia eu de estimação, ela disse que era meio ruim com os bichinhos, que um dia tinha jogado a tartaruguinha na parede (ops) e que gostava de alisar os peixinhos por longos períodos fora do aquário, na mão, até quase pararem de se mexer (ops! ops! ops!).
Ela tinha um sorriso lindo, um conjunto perfeito e até que brincava bem “no ninho”, mas de manhã a deixei em casa e disse que estava de partida pra Nova Zelândia.
:: 11.08.2009 ::
Foi aí que lembrou que ia ganhar do pai um esquilo, mas que queria na verdade uma cobra (ops). Comentou que um amigo tinha uma caranguejeira, e que ele gostava de andar com a bichinha pela rua, amarrada numa cordinha “tipow” coleira, e que um dia, numa distração, um transeunte tacou o pé na peluda. O amigo e ela choraram aos cântaros.
Quando perguntei se não servia eu de estimação, ela disse que era meio ruim com os bichinhos, que um dia tinha jogado a tartaruguinha na parede (ops) e que gostava de alisar os peixinhos por longos períodos fora do aquário, na mão, até quase pararem de se mexer (ops! ops! ops!).
Ela tinha um sorriso lindo, um conjunto perfeito e até que brincava bem “no ninho”, mas de manhã a deixei em casa e disse que estava de partida pra Nova Zelândia.
:: 11.08.2009 ::
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Trabalho em equipe [ou o diálogo que entrou pra mitologia da agência de propaganda]
Mais um continho sensacional do Victor Hugo, que aqui dispensa apresentações -- ao leitor novo, é só clicar ali embaixo no marcador CONTRIBUIÇÃO que várias dele aparecem. O conto tem uns jargõezinhos de agência de propaganda (atendimento, dupla de criação, apresentar etc.). Em caso de dificildade, pergunta nos comentários que a gente contextualiza E especialmente pro autor: quase linc(ç)amos a empresa em que esse conto se deu ou foi concebido...
A menina do atendimento conversando com a dupla de criação que fez de última hora o anúncio que ela vai apresentar assim que terminar a impressão.
- Ai, não sei mais o que faço, ele não liga pra mim.
Redator meio puto:
- Que foda! (não se sabe se pelo assunto ou pela situação)
- Sabe o que é? Eu sou doida por ele e bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla faria qualquer coisa para ele me valorizar.
O diretor de arte e o redator se olham, ambos de ressaca e no pior mau humor da vida, e soltam em uníssono:
- Dá o cu pra ele!
Ela pega a peça que terminou de ser impressa e sai batendo a porta.
A menina do atendimento conversando com a dupla de criação que fez de última hora o anúncio que ela vai apresentar assim que terminar a impressão.
- Ai, não sei mais o que faço, ele não liga pra mim.
Redator meio puto:
- Que foda! (não se sabe se pelo assunto ou pela situação)
- Sabe o que é? Eu sou doida por ele e bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla faria qualquer coisa para ele me valorizar.
O diretor de arte e o redator se olham, ambos de ressaca e no pior mau humor da vida, e soltam em uníssono:
- Dá o cu pra ele!
Ela pega a peça que terminou de ser impressa e sai batendo a porta.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Barata nojenta
Minha mãe tagarelava com as tias e comentou, entre goles de chá, que o pavor que eu tenho de barata é trauma de infância. Retruquei que todas as mulheres têm medo de barata, mas ela continuou, e explicou que quando eu começava a engatinhar me surpreendeu comendo uma barata, a metade na mãozinha e aquela coisa branca escorrendo no canto da boca — o que traumatizou foi o grito que ela deu.Mãe é especialista em lembrar coisas que a consciência nos abençoa ao apagar.
De noite levanto e vou ao banheiro, faço xixizinho tranquila, olho para baixo e vejo uma daquelas do tamanho de uma bolacha champanhe. Grito inevitável. No desespero arremesso o tubo de desinfetante. A nojenta aparentemente morre, mas devagar começa a mexer a antena, passos trôpegos em meio à poça azul de desinfetante que começa a se formar. Meu pânico aumenta e o dela também, fugir é a salvação de ambas. Calcinha entrepernas, procuro a maçaneta mas a porta está trancada. Grito de novo. A barata corre pra lá e pra cá provavelmente me achando maluca. Tento "desbaratinar" e analiso uma possível rota de fuga ou enfrentar o inevitável: esmagá-la com pé descalço. Então, do nada, um impulso toma conta de mim, pego a barata com as pontas dos dedos, coloco na boca e mastigo. O líquido branco me escorre entre os lábios...
Acordo assustada e vou ao banheiro, mas deixo a porta aberta.
:: 13.06.2003 :: Ilustração do cartunista Bennet (http://www.bennet.com.br/)
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Auto-Ajuda vs Auto-Desajuste
Uma homenagem ao MCP publicada no blog de um amigo, o escritor César Duque, nos fez refletir sobre missão.
Não que a gente seja totalmente do mal, mas o fato é que o Duque é um cara do bem. Ele escreveu o livro Seu último dia, todos os dias com o propósito de difundir uma linha de pensamento em que acredita. É assumidamente uma obra de auto-ajuda, mas essa é bem intencionada. É auto-ajuda mas recomendamos.
Pois acreditem. Quando escrevemos essas barbaridades aqui, temos também um propósito além da diversão (nossa e sua): combater a hipocrisia, divulgar a liberdade de pensamento e ação... Mas de certa forma parece que isso acaba corrompendo um pouco vocês, leitoras e leitores.
O "vs" lá do título não quer incitar a uma contrariedade ou disputa, mas levantar uma reflexão. Ao escrever para vocês, estamos incentivando um processo de desajuste social, moral, sexual, intelectual? É claro que normalmente não nos preocupamos com isso, mas será que a coisa não repercute em suas mentes (por mais privilegiadas que sejam)?
Sexta-feira triste e fria em Curitiba. Se todo mundo parasse para refletir sobre o que acontece em volta, ia faltar prédio pra neguinho pular. Não sei como está o inverno aí na sua terra, mas fica o convite para um desajuste coletivo nas páginas e páginas de contos e comentários do MCP. Aí você nos diz: desajustou?
Ilustra by gustavão
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APRESENTAÇÃO - PÚBLICO-ALVO,
COMENTÁRIO VAZIO
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Equívocos da vida que podem ser facilmente remitidos
Antes de mais nada, vá ao dicionário ou ao "oráculo" e descubra o significado do verbo remitir. Uma dica? "... a remissão dos pecados, a vida eterna..."
1) Eu dei de presente um livro do "Pauno Cuelho"
Tudo bem. Seu amigo nem jogou fora o embrulho. Colou outro durex e deu no primeiro amigo secreto da empresa. A dedicatória? Se ele não era tosco demais, arrancou a página com jeitinho.
COMO ME REDIMIR: nos próximos eventos, aniversários, bodas etc. em que tiver que presentear, não fique na dúvida: clique aqui. Não tem erro. É o presente perfeito, também, praquele cara difícil de agradar, que já tem tudo, tipo seu chefe.
2) Eu enchi a caixa de entrada dos amigos com e-mails do tipo "Foto de uma sereia encontrada na Venezuela - não é montagem não"
COMO ME REDIMIR: faça um spam pra TODOS os seus amigos, de uma coisa que é IMPRESSIONANTE e de verdade: basta copiar no Assunto o título deste post e, no conteúdo, o link que vc encontra no título. Diz que o autor é amigo seu, nós confirmamos se precisar. Seus destinatários não chamarão mais você de "mala-sem-alça" e vão começar a achar que evoluiu intelectualmente.
1) Eu dei de presente um livro do "Pauno Cuelho"
Tudo bem. Seu amigo nem jogou fora o embrulho. Colou outro durex e deu no primeiro amigo secreto da empresa. A dedicatória? Se ele não era tosco demais, arrancou a página com jeitinho.
COMO ME REDIMIR: nos próximos eventos, aniversários, bodas etc. em que tiver que presentear, não fique na dúvida: clique aqui. Não tem erro. É o presente perfeito, também, praquele cara difícil de agradar, que já tem tudo, tipo seu chefe.
2) Eu enchi a caixa de entrada dos amigos com e-mails do tipo "Foto de uma sereia encontrada na Venezuela - não é montagem não"
COMO ME REDIMIR: faça um spam pra TODOS os seus amigos, de uma coisa que é IMPRESSIONANTE e de verdade: basta copiar no Assunto o título deste post e, no conteúdo, o link que vc encontra no título. Diz que o autor é amigo seu, nós confirmamos se precisar. Seus destinatários não chamarão mais você de "mala-sem-alça" e vão começar a achar que evoluiu intelectualmente.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Genealogia desregrada de um messias chamado Rock
Era uma vez um cara muito bacana, mas meio grosso, bruto, chamado blues. Ele gostava de tudo que é básico na vida: mulher, jogo, bebida, dinheiro, superstição.
Um dia o velho blues conheceu num boteco barato uma vedete chamada country. Não teve jeito. Era mulher, passou o sarrafo e se apaixonou.
Todo mundo pensa que o primeiro filho do casal era um branquelo ítaloamericano, o Elvis. Estão enganados. Antes eles tiveram dois filhos pretinhos e semibastardos chamados Little Richard e Chuck Berry.
Bem, mas o Elvis foi o filho querido e popular. Ele começou a impregnar o mundo com a essência do amor desse casal improvável. Depois vieram os netos, uma família prolífica e cheia de loucos como Beatles, Rolling Stones, Led Zeppelin, Lynyrd Skynyrd, AC/DC e muitos outros.
Esse amor se chamava rock'n'roll. E quer saber, podem taxar de popular, pagão, demoníaco, alienante, perversor, mas não tem jeito: eu vendi minha alma pro rock’n’roll.
:: 13.07.2005 :: já imaginou as festas de fim de ano e de casamento dessa família? digamos que a de hoje seja um... aniversário; não vá pra cama sem brindar.
Um dia o velho blues conheceu num boteco barato uma vedete chamada country. Não teve jeito. Era mulher, passou o sarrafo e se apaixonou.
Todo mundo pensa que o primeiro filho do casal era um branquelo ítaloamericano, o Elvis. Estão enganados. Antes eles tiveram dois filhos pretinhos e semibastardos chamados Little Richard e Chuck Berry.
Bem, mas o Elvis foi o filho querido e popular. Ele começou a impregnar o mundo com a essência do amor desse casal improvável. Depois vieram os netos, uma família prolífica e cheia de loucos como Beatles, Rolling Stones, Led Zeppelin, Lynyrd Skynyrd, AC/DC e muitos outros.
Esse amor se chamava rock'n'roll. E quer saber, podem taxar de popular, pagão, demoníaco, alienante, perversor, mas não tem jeito: eu vendi minha alma pro rock’n’roll.
:: 13.07.2005 :: já imaginou as festas de fim de ano e de casamento dessa família? digamos que a de hoje seja um... aniversário; não vá pra cama sem brindar.
domingo, 5 de julho de 2009
Vou dar para o primeiro que encontrar na rua
O pai da Nandinha era um repressor esclarecido (lembra do conceito "despota esclarecido"? é por aí), o pior tipo que existe. E pela impossibilidade de levar uma vida normal como suas colegas, ela soltava o verbo: dizia no colégio, pra quem quisesse ouvir, que no dia em que completasse 18 anos ia sair de casa e dar para o primeiro homem que encontrasse na rua.
A gurizada ficava elétrica e fazia planos de ficar de vigília na porta da casa dela de véspera. Porque Nanda, mesmo com seu jeito destrambelhado, era muito da gostosa.
Ela morava no centro, e no dia do aniversário de 18 anos, na hora em que saía de casa pro Terceirão, às sete da manhã, deu de cara com o Ademir Plá. O plano da Nandinha naufragou.
:: 11.06.09 ::
A gurizada ficava elétrica e fazia planos de ficar de vigília na porta da casa dela de véspera. Porque Nanda, mesmo com seu jeito destrambelhado, era muito da gostosa.
Ela morava no centro, e no dia do aniversário de 18 anos, na hora em que saía de casa pro Terceirão, às sete da manhã, deu de cara com o Ademir Plá. O plano da Nandinha naufragou.
:: 11.06.09 ::
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