quinta-feira, 14 de junho de 2012

Tem castigo que sai pela culatra

Faltava um pouco de produção e sobravam uns quilinhos, mas tinha uma boca linda e era bastante sensual. Devido aos diversos complicadores de mulher casada, ela acabou dando um cano feio no Zé logo no primeiro encontro. Ele ficou puto e disse que quando se encontrassem iria rolar castigo. Ela assumiu uma posição bastante submissa, o que agradou o rapaz.

Quando deu certo o encontro, ela pegou o Zé de carro e foram a um serv-car. Sem qualquer preliminar nosso amigo botou para fora e mandou fazer o serviço. Ela obedeceu. No embalo, o Zé subiu-lhe a saia mas encontrou uma calcinha grande meio broxante, que ao ser afastada, em compensação, revelou que era 100% depilada, coisa que ele não tinha visto ao vivo até então — fora as amiguinhas nas brincadeiras de médico lá na infância, mas é outra perspectiva.

O Zé já estava se animando em acariciar a moça, mas lembrou que tinha um castigo a aplicar. Colocou-a de quatro sobre os bancos reclinados, ficou por trás dela meio desajeitado sob o teto do carro e encaixou com força, sem preliminares e sem piedade, no buraquinho de trás. Ela gritou, mas suportou. Era o castigo prometido. Então deu continuidade, e percebendo que ela estava com dor, o Zé ficou com pena e falou em parar. Ela implorou para continuar.

:: 21.01.2009 ::

segunda-feira, 11 de junho de 2012

MCP documento: GUEIXAS

Iniciamos uma nova série/marcador no MCP. Mais voltada para cultura e documentário. Título e o marcador são autoexplicativos. Serão alguns textos guardados, coisas que você não encontra por aí. Aceitamos sugestões e pedidos. 

O universo das gueixas confunde-se com o universo das artes -- seja a arte do canto, da dança, da conversa ou da sedução; a própria palavra "gueixa", aliás, pode ser traduzida como "pessoa que vive da arte" 

A imagem dessas mulheres, maquiadas de branco e vestidas em belos quimonos, sempre fascinou o Ocidente. E exemplos desse deslumbramento não faltam, tanto no cinema como na literatura: um dos projetos de Steven Spielberg é transformar em filme "Memórias de uma Gueixa", livro do também norte-americano Arthur Golden. [n. b.: lembramos do filme Memórias de uma gueixa, EUA, 2005]

Mas essa visão cheia de glamour não ajuda a revelar quem realmente são e o que fazem as gueixas. Fora do Japão é comum que elas sejam vistas como prostitutas de luxo, equívoco que explica ao mesmo tempo o preconceito e o romantismo que as cercam.

Ao contrário do que muitos imaginam, um cliente que paga pelos serviços de uma gueixa muitas vezes não recebe sexo em troca. E quando isso acontece, é uma decisão que cabe quase sempre à própria gueixa. Hoje, a maior parte desses clientes são homens mais velhos, que sabem apreciar as artes tradicionais do Japão (que incluem canto e dança), além do jogo teatral que envolve esse universo. "As gueixas são como atrizes", diz a escritora e editora britânica Lucy Moss, que viveu no Japão entre 1994 e 1999. "Elas vendem aos seus clientes o sonho de uma mulher perfeita, e fazem com que eles se sintam atraentes e importantes".

Para se tornar uma gueixa, são necessários vários anos de um rigoroso aprendizado que começa na adolescência, geralmente entre 13 e 15 anos -- antigamente, esse treinamento se iniciava já na infância. Até a 2ª Guerra Mundial, não era raro que as famílias pobres do Japão vendessem suas filhas para prostíbulos, para reduzir o número de bocas a alimentar em meio à miséria em que viviam. Mas se essas meninas fossem consideradas bonitas ou inteligentes, poderiam ter a chance de se tornarem gueixas.

"Elas são fundamentais na história cultural do Japão", afirma Lucy Moss. "As gueixas mantêm vivas as artes tradicionais do país, que não existem mais no dia-a-dia", concorda a socióloga japonesa Miho Naganuma, que trabalha no Museu de Imigração Japonesa de São Paulo. 

Entretenimento para a eliteConhecer uma gueixa, porém, é privilégio para poucos. Em geral, seus clientes são formados por grandes empresários, políticos de peso, membros da Yakuza (a máfia japonesa) e artistas famosos. E não basta ter muito dinheiro; para entrar nesse círculo seleto, é preciso ser apresentado por outro cliente mais antigo. "As gueixas oferecem entretenimento e arte para a elite japonesa.

Quando presidentes e diretores de grandes corporações desejam receber bem seus convidados, seus parceiros de negócios, é comum levá-los às casas de chá (ocha-ya)", conta Luiz Massahiro Hanada, ex-secretário-geral da Aliança Cultural Brasil-Japão.

Mas esse universo, que ainda hoje é cercado de mistério, pode estar em extinção. No início do século, havia cerca de 80 mil gueixas no Japão. Hoje, estima-se que sejam apenas dois mil. Ironicamente, a influência do Ocidente (que tanto fascínio tem pelas gueixas) é apontada como uma das causas do crescente desinteresse dos japoneses pelas suas antigas tradições.

Fonte: www.nihonsite.com / Autor: Ricardo Koiti Koshimizu (jornalista)

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Dialogozinho que retrata uma abordagem eficiente

Primeira vez na fisioterapia.
- Por favor, senhor Maurizio, pode entrar.
- Não precisa do senhor na frente do nome.
- Pensei que fosse mais velho. Pode deitar.
- Pensei também que você fosse mais velha. Você é a fisioterapeuta?
- Não, eu só faço estágio. Mas ela já esta vindo.
- Que pena. Escute, qual a possibilidade de você fechar a porta para ela não entrar?
- Ela me mandaria pra casa na hora.
- Se ela mandar, eu te levo. Combinado?
- Rsrsrs.

Se terminar com um sorriso assim, tem grandes chances de dar certo.

Baseado num relato do Mauritzio que me foi gentilmente indicado por alguém que adora instilar perversidades ao MCP.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Urbana a brejeira em 150 metros e umas caipirinhas

Corre. Mas corre bem rápido que vou alcançar.
Mas eu tô lesada... Você me deu caipirinha, e feijoada eu não resisto!
Se você chegar no mato antes de mim eu perdoo. Mas corre!
Tem sol forte, vou ficar suada. Não quero ficar suada.
Suada e molhada é melhor, desliza mais fácil. Te dou vantagem. Chega no mato antes de mim que você tá salva. Mas corre muito que se eu alcançar te faço na grama.

* * *

Ela correu o que podia mas ele alcançou. Fez tudo que era proibido, ainda parou algumas vezes para fotografar. Acabou, levantou e deixou-a refestelada na grama alta. Quando fechava a porta do carro ela chegou esbaforida. Correu muito mais pra não perder a carona do que antes.

:: 22.05.2012 :: Homenagem ao premiado D. Trevis

terça-feira, 22 de maio de 2012

Palestra "Blog x livro" no workshop "Ler, escrever e editar"- Sábado, 26 de maio em Curitiba

Pessoal: nossa palestra (do MCP) é às 10h50, mas o evento como um todo será bem legal. Uma ótima experiência pro pessoal de Curitiba e região. Encontramos vocês no Solar do Rosário sábado de manhã.

Para ver a imagem ampliada: 1) clique com o botão esquerdo do mouse em cima dela; ela vai aparecer destacada no meio da página; 2) clique com o botão direito do mouse e selecione "Exibir imagem"; 3) clique com a "lupa" em cima da imagem.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Procura-se

Uma leitora assídua, ciente da não reconhecida audiência deste puteiro blog, pediu que publicássemos o anúncio abaixo. Ela está realmente à procura. Só atendemos por se tratar de leitora fiel, pois o MCP não é classifisex. Interessados (ou interessadas: não custa tentar) devem se candidatar nos comentários.

Procura-se amante virtual que fique online o maior tempo possível. Que mostre o instrumento de trabalho somente se for solicitado. Discreto. Que saiba conversar diversos assuntos. Necessário ser um amante à moda antiga, que mesmo à distância seja gentil e criativo, paciente e divertido, sabendo mentir o suficiente para ter crédito e fantasioso o bastante para que suas abobrinhas virtuais se perpetuem durante dias na mente da CONTRATANTE. Necessário o envio de mensagens, músicas, fotos e poemas, A escolha será efetuada a partir das declarações convincentes. Os pré-selecionados responderão a um questionário online com perguntas sobre assuntos gerais, relacionamento, anatomia, preferências noturnas. Aquele que fizer o coração e o sininho baterem mais fortes será o escolhido. O CONTRATADO tem que estar ciente de que há possibilidade de viagens, portanto que seja, pelo menos, parcialmente disponível. Fetiches e taras são bem aceitos.

Inscrições nos comentários deste post.

Obs.: A foto "instagrâmica" é ilustrativa. Trata-se de uma bela MCPmate. Mas confere com o material da CONTRATANTE.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Era neném, não tinha talco, mamãe passou açúcar em mim*

Começo dos anos 80. A Vila Pinto era boca quente. Minha mãe era vapor e meu pai, braço direito do patrão e “químico experimental”. Eu lá pelos dez meses, cheio de assaduras — Curitiba não é brincadeira, não dá pra criança andar pelada pela casa, é frio de verdade — e nada de talquinho para proteger minha pele delicada da umidade. Aliás, aquele barraco era puro mofo.

A farmácia mais próxima ficava a três quilômetros. E não é que, na intuição, às vezes eles acertavam as coisas? A mistureba era tanta, que minha mãezinha não viu mal em sapecar aquele pó malhado nas dobrinhas assadas e cheias de brotoejas do bebê. Aparentemente nunca fez mal, e não lembro de ter me tornado uma criança hiperativa. Naquela área não tinha dessas frescuras.

Estudei no colégio Tiradentes e meu uniforme era kichute sem meia e calça azul de listras brancas. Meu hobbie era tacar pedras em vidraças de prédios abandonados. Cresci e mudei a vocação do negócio familiar para panificação — da farinha à farinha. Meu pão bundinha faz sucesso em toda a vila.

:: 03.05.2012 :: *Trecho emblemático de música do soulman brasileiro Wilson Simonal

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Acontece com quem chega de fininho

Reunião de trabalho tensa, densa. Horas debatendo assuntos que patinavam, o chefe às vezes ameaçador, às vezes distraído. O tempo demora passar. Tomo água, bastante, para me manter acordado. Não me sujeitei ao vício do café, mas isso tem consequências.

O almoço não caiu bem, o intervalo foi curto e comi rápido, e continua a tortura. Sinto movimentos na barriga. E o chefe polidamente descasca uma descompostura para toda a equipe. Minha bexiga me mata depois de mais um copo d'água.

Meio da tarde, quando o ritmo diminui e o chefe atende um telefonema, escapo para o banheiro. Dou aquela geral, inclusive sob as portas: estou sozinho. Viro para o mictório, deságuo e, com o relaxamento, solto um peido tão longo que atinge três notas musicais.

Percebo um movimento atrás. Batata que o chefe está na pia contendo uma reação ao meu solo. Não consigo segurar: "Acontece com quem é muito discreto". Ele não entende e replica: "Você é MUITO discreto!"

Volto para a sala, ele me segue e encerra a reunião em minutos. Nunca mais se falou no assunto.

:: 25.04.2012 ::

terça-feira, 17 de abril de 2012

Alta tensão

O camarada Diego Jacob Dick é da turma de Belém e já contribuiu no MCP. Ele dá umas sumidas, mas sempre aparece por aqui. Preparou este continho no formato que a gente (leitoras e escritor) aprecia, com aquele toque lupciniano de "esses moços, pobres moços..."

Uma noite torridamente fria a qual apenas a volúpia sexual vale de algo. O marido segura as mãos da amada entre as suas, com toda gentileza possível, mas muito seguro de si para dizer:
- Amor se tu quiseres fazer o fio terra hoje, por favor lixe as unhas antes.

Ele respirou aliviado quando ela retirou suas mãos e iniciou o processo de tratamento das unhas. "Dos males o menor", pensa.

Minutos depois ela volta com apenas três unhas lixadas. Sagaz, como toda mulher, percebe a curiosidade do cônjuge e explica:
- Comigo o negócio é trifásico. Então vira logo.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

A história de uma noite em quatro frases

Este é do sumido, mas ainda presente -- e talentoso pra coisas de "saliença"--, Vitor Hugo. Dá-lhe Vitão! Menos trabalho é mais produção.

- Minha casa não é por aqui.
- ...
- Tá, nós vamos entrar, mas só para assistir televisão.
- ...
- Desliga essa televisão.
- ...
- Não acredito que a gente fez tudo isso e você ainda está de meia - com a voz ainda trêmula.