sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Os destemidos

História impagável contada por um colega aqui da firma, Renê Gilberto Tonet, que chegou até mim por meios obscuros. Qual dos personagens da história teria sido ele?

Início da madrugada de sábado, estava o Zé com dois amigos no clube, um deles um belo deficiente físico (só andava de muleta), já bem encaminhados nas cervejas. Resolveram, como tem que ser em cidade do interior, ir ao bailão da cidade. Tudo normal se não fossem os três numa única moto e já em avançado estado de embriaguez. Não vamos entrar no mérito dos foguetes que soltaram no caminho e de estarem sem capacete, como só acontece em cidade do interior.

No caminho iam o piloto, o belo deficiente e o Zé atrás, quando caiu um sapato do que estava no meio. Ele alertou o ocorrido, mas o piloto disse "deixa que pegamos no volta, está muito tarde", e seguiram viagem. Foi aí que caiu a muleta, no que o belo deficiente, aos gritos, implorou que parassem. Em em vão. Os outros dois diziam que era iam perder o fim do baile se parassem e que no retorno pegariam a muleta e o sapato.
 

Entraram no baile, já quase terminando, o belo deficiente pendurado nos ombros dos outros dois. Encostaram no balcão e o Zé já pediu uma cerveja. Algumas cervejas e muitas risadas depois, tudo parou ao som de tiros pipocando no telhado do estabelecimento (interior...), e foi aquela correria, gente para todo lado, salão vazio, menos... dois dos três destemidos (daí a alcunha). O piloto conseguiu correr, mas os outros permaneceram encostados no balcão. Passados alguns minutos, chega o dono do bailão pra eles: "Nossa! Vocês são foda mesmo!"

Os destemidos que ficaram no balcão em meio aos pipocos eram o belo deficiente (motivos óbvios) e o Zé, bêbado, mijado e paralisado: "Estou todo molhado, vamos embora deste lugar que preciso trocar de roupa". E foi aquela encheção de saco pra cima dele na hora de subir na moto: "Não encosta esse mijo em mim!". Teve que voltar de novo atrás, e de costas.

No caminho lá estava a muleta brilhando no acostamento. Logo adiante, no meio da estrada, o sapato, na espessura de uma panqueca retorcida em meia lua. Quando desceram para pegar, o Zé lembrou do que disse o dono do bar e desabafou: "Foda mesmo é não conseguir correr".

3 comentários:

queromais1 disse...

muito legal, ri um monte; tanto que li pra minha namorada (ela não achou graça, rs)

abraços

Valéria disse...

Será mesmo de um "colega" esta história?? Tem todo o jeitinho do Zé mesmo, de verdade... rsss

Só Nós Duas disse...

Rir horrores...