Da adolescência veio o vício
De esguichar nos pornôs do centro
Evoluiu à privacidade higiênica
Do DVD com hidratante em casa
:: 16.05.2013 ::
quinta-feira, 16 de maio de 2013
quarta-feira, 15 de maio de 2013
NaNovela Curitibana 5 - Don Juan das masmorras
Para ele era irresistível
Qualquer recepcionista
Não passava dia
Sem fazer uma visita
:: 15.05.2013 ::
Qualquer recepcionista
Não passava dia
Sem fazer uma visita
:: 15.05.2013 ::
Marcadores:
NaNovelas
quinta-feira, 25 de abril de 2013
NaNovela Curitibana 4 - Alta sociedade não acolhe bastardos
Ginecologista famoso
Construiu o hospital de caridade
Com os lucros da fábrica de anjinhos
:: 25.04.2013 ::
Construiu o hospital de caridade
Com os lucros da fábrica de anjinhos
:: 25.04.2013 ::
Marcadores:
NaNovelas
quarta-feira, 24 de abril de 2013
NaNovela Curitibana 3 - Separação arranjada
Internou o filho no Bom Retiro
Para impedi-lo de casar
Com a mulher que ele amava
Uma stripper
:: 24.04.2013 ::
Para impedi-lo de casar
Com a mulher que ele amava
Uma stripper
:: 24.04.2013 ::
Marcadores:
NaNovelas
terça-feira, 23 de abril de 2013
NaNovelas Curitibanas 1 e 2
Paraíso curitibano
Torriton toda sexta
Inveja da vizinha
Carrão de luxo zero km
Conta no vermelho
Cavaleiro matinal
Manhã fria curitibana
Enfrento o dragão mais terrível
O despertador
:: 23.04.2013 ::
Marcadores:
NaNovelas
sexta-feira, 12 de abril de 2013
O major do Mustang vermelho e a supervisora da Avon
Mais uma contribuição sensacional da irmãzinha Valéria.
Jennifer Natally era moça de boa índole, começou a trabalhar cedo para ajudar a mãe viúva. Foi mãe solteira aos 17. Não teve chance de cursar enfermagem, como sempre sonhou. Virava-se bem, era supervisora de vendas Avon. E com muita economia conseguiu comprar um Celta usado assumindo 49 prestações.
Já Luiz Henrique era moço bem nascido. Sempre teve de tudo e nunca soube o que era abrir mão de seus sonhos. Fascinado pela carreira militar, estudou a vida toda no colégio dos milicos. Seguiu carreira e chegou a major antes do esperado. Divorciou-se aos 41 e comprou um Mustang vermelho. Queria gozar a vida de verdade.
Jamais as criaturas descritas acima teriam se cruzado, não fossem unidos pelo acaso numa daquelas situações que nivelam as pessoas, independente de classe social: o congestionamento das 18h.
Ela sabia que aquela bostenga de carro tinha sido barata demais. E foi ali na Rua Tibagi, pertinho do Terminal do Guadalupe, que a beleza apagou. Todo mundo buzinando, não teve jeito: saiu do carro, abriu o capô e fez cara de entendida no assunto. Chamar quem pra ajudar? O Espírito Santo? Nisso, Luiz, moço educado e de boa formação, na filosofia do "braço forte e mão amiga" percebe a situação da moça, estaciona seu Mustang na vaga de carga e descarga e...
- Oi! Precisa de ajuda, moça?
Jennifer desenterra a cabeça do motor, e pensa estar delirando: 1,80m, atlético, jeito responsável, ar seguro e, de quebra, UMA FARDA! Toda camufladinha. Um verdadeiro espetáculo com a camiseta justa, ondese lia em verde: Major Richtemberg. A mulher entendeu imediatamente que não precisava se preocupar com mais nada naquela situação.
Foi fácil consertar o carro, ele entendia do assunto. Ela, quase babando:
- Nem sei como agradecer!
Para ele a expressão da moça era recorrente e natural. A mulherada do Santa Marta e de outros estabelecimentos do Batel, que ele já fingia nem perceber mais, apresentava com frequência aquela mesma expressão. Mas naquela tarde ele estava de ótimo humor:
- Pode me agradecer indo comer alguma coisa comigo ali, na próxima quadra. Vamos?
É claro que foram. O restaurante pequeno tinha toalhas de plástico floridas na mesa. Pediram uma cerveja e frango a passarinho. O papo estava engraçado com os erros de português e gírias da mulher. Ela foi ao banheiro retocar o batom. Ele foi atrás... e foi com tudo. Ela foi “arremessada” contra a parede, já no colo do major. A saia curta favoreceu o que parecia uma cena de cinema na cabeça da moça, que já havia passado por isso, mas nunca com aquela pegada. Transaram em pé, na parede do banheiro. Quando ele "chegou lá" ela sentiu que a sua vida poderia acabar ali, já teria valido a pena. E pensou "Deus, o Senhor olhou pra mim e ouviu as minhas preces outra vez? Isto está mesmo acontecendo?", já imaginando os lindos bebês de olhos azuis que poderiam ter assim que casassem.
Enquanto ele pensava "É, às vezes é bom sair da rotina. Principalmente sem precisar sujar meus bancos de couro. Nota cinco, a infeliz é piriguete, mas parece legal... eu não devia ter feito isso, mas ela quase me implorou."
Despediram-se em dez minutos. Ela lhe entregou o cartão de supervisora. Ele jogou o cartão na lixeira do carro porque, como todo mundo sabe, curitibano não suja a rua.
Jennifer Natally era moça de boa índole, começou a trabalhar cedo para ajudar a mãe viúva. Foi mãe solteira aos 17. Não teve chance de cursar enfermagem, como sempre sonhou. Virava-se bem, era supervisora de vendas Avon. E com muita economia conseguiu comprar um Celta usado assumindo 49 prestações.
Já Luiz Henrique era moço bem nascido. Sempre teve de tudo e nunca soube o que era abrir mão de seus sonhos. Fascinado pela carreira militar, estudou a vida toda no colégio dos milicos. Seguiu carreira e chegou a major antes do esperado. Divorciou-se aos 41 e comprou um Mustang vermelho. Queria gozar a vida de verdade.
Jamais as criaturas descritas acima teriam se cruzado, não fossem unidos pelo acaso numa daquelas situações que nivelam as pessoas, independente de classe social: o congestionamento das 18h.
Ela sabia que aquela bostenga de carro tinha sido barata demais. E foi ali na Rua Tibagi, pertinho do Terminal do Guadalupe, que a beleza apagou. Todo mundo buzinando, não teve jeito: saiu do carro, abriu o capô e fez cara de entendida no assunto. Chamar quem pra ajudar? O Espírito Santo? Nisso, Luiz, moço educado e de boa formação, na filosofia do "braço forte e mão amiga" percebe a situação da moça, estaciona seu Mustang na vaga de carga e descarga e...
- Oi! Precisa de ajuda, moça?
Jennifer desenterra a cabeça do motor, e pensa estar delirando: 1,80m, atlético, jeito responsável, ar seguro e, de quebra, UMA FARDA! Toda camufladinha. Um verdadeiro espetáculo com a camiseta justa, ondese lia em verde: Major Richtemberg. A mulher entendeu imediatamente que não precisava se preocupar com mais nada naquela situação.
Foi fácil consertar o carro, ele entendia do assunto. Ela, quase babando:
- Nem sei como agradecer!
Para ele a expressão da moça era recorrente e natural. A mulherada do Santa Marta e de outros estabelecimentos do Batel, que ele já fingia nem perceber mais, apresentava com frequência aquela mesma expressão. Mas naquela tarde ele estava de ótimo humor:
- Pode me agradecer indo comer alguma coisa comigo ali, na próxima quadra. Vamos?
É claro que foram. O restaurante pequeno tinha toalhas de plástico floridas na mesa. Pediram uma cerveja e frango a passarinho. O papo estava engraçado com os erros de português e gírias da mulher. Ela foi ao banheiro retocar o batom. Ele foi atrás... e foi com tudo. Ela foi “arremessada” contra a parede, já no colo do major. A saia curta favoreceu o que parecia uma cena de cinema na cabeça da moça, que já havia passado por isso, mas nunca com aquela pegada. Transaram em pé, na parede do banheiro. Quando ele "chegou lá" ela sentiu que a sua vida poderia acabar ali, já teria valido a pena. E pensou "Deus, o Senhor olhou pra mim e ouviu as minhas preces outra vez? Isto está mesmo acontecendo?", já imaginando os lindos bebês de olhos azuis que poderiam ter assim que casassem.
Enquanto ele pensava "É, às vezes é bom sair da rotina. Principalmente sem precisar sujar meus bancos de couro. Nota cinco, a infeliz é piriguete, mas parece legal... eu não devia ter feito isso, mas ela quase me implorou."
Despediram-se em dez minutos. Ela lhe entregou o cartão de supervisora. Ele jogou o cartão na lixeira do carro porque, como todo mundo sabe, curitibano não suja a rua.
Marcadores:
CONTRIBUIÇÃO
terça-feira, 2 de abril de 2013
quarta-feira, 20 de março de 2013
Na chuva ainda sou
Hoje uma gota de chuva solitária veio beijar meu ombro bem no lugar que você beijou quando se despediu. Eu não imaginava que era um adeus. Engraçado, estava com a mesma blusa. A gota escorreu pelo contorno do seio e secou na pele quente. Impossível não lembrar de você na intensidade dessas estranhas coincidências. Chuva que disfarça lágrimas, não as minhas, nunca, rebate as sensações de não estar com você mesmo sendo ainda tão sua.
:: 07.12.2007 ::
:: 07.12.2007 ::
Marcadores:
CONTO - MULHERES INTELIGENTES
quinta-feira, 7 de março de 2013
A escolha e o surto
A Valéria, amiga querida, que tivemos o prazer de conhecer quando éramos mais novo(s) que o guri da história, nos supreendeu com este conto libertador. Nada melhor que compartilhar com vocês.
Marina, uma respeitável senhora, casada com um general da reserva trinta anos mais velho. Trajava sempre vestidos que iam até o joelho e fazia um coque no cabelo assim que levantava da cama. Lembrava todos os dias, enquanto fazia seu coque, do seu primeiro homem, o único antes do general, soltando e emaranhando o seu cabelo na cama: como ela gostava daquilo! Seus pais jamais cogitaram que o namoro prosseguisse: “o rapaz não tem futuro algum com aquela guitarra”. Acabou se transformando num músico de uma banda londrina famosa assim que perderam contato.
Durante aquele mês, estava hospedando o filho de uma grande amiga, Diego, 21 anos, que procurava emprego na capital. Menino lindo, alto, másculo. No auge da sua beleza, o guri era mais interessante ainda por não suspeitar do poder que exercia sobre as damas respeitáveis da sociedade. O vira nascer, quando ela e a amiga ainda eram adolescentes no interior. E assustou-se quando bateu à sua porta aquele homem feito.
O general, por sua vez, passava as tardes jogando xadrez na praça e a tratava como se fosse ela um soldado. Chamava-a de “minha filha” e exigia uma disciplina militar da esposa.
Até que numa tarde, o guri, espichado no sofá, morrendo de tédio, grita para ela:
- Tia, você quer ajuda com a louça?
- Não, obrigada, querido! Isso é tarefa minha.
Depois de minutos:
- E as tarefas do tio, ele tem cumprido?? - Diego, já em pé na cozinha, mordendo uma maçã.
- Mas é claro! - Marina, em tom estupefato com a audácia do menino!
E assim, na lata, com toda naturalidade e calma, Diego devolve na hora:
- Sabe, tia, não parece não... - morde a maçã - você quer transar??
Marina emudece e olha para trás boquiaberta, num movimento lento, mal acreditando no que ouviu, nunca tinha visto tanta petulância na vida. E com o coração acelerado:
- Diego, eu vou falar com sua mãe sobre isso! Você não pode me faltar assim com o respeito.
O guri, acostumado a reconhecer estes "nãos" que significam “vem logo, que tô facinha”, aproxima-se, larga a maçã e cala Marina com um beijo daqueles, que para a gurizada de hoje são muito naturais. Os joelhos da mulher amoleceram com a pegada dele. Transaram. No balcão da cozinha, no sofá e quatro vezes na cama. Só pararam porque o general estava para chegar.
No dia seguinte, Marina levantou da cama e se olhou no espelho. Cortou os longos cabelos castanhos na altura dos ombros e não os escovou, bateu-os pra baixo para deixá-los mais armados. Com o barbeador do general raspou uma área acima da orelha. Vestiu uma calça azul vibrante, que estava sem uso. Um tênis All-Star velho e uma camiseta branca. Olhou-se no espelho, dispensou o sutiã pra ficar mais provocante. E quando estava saindo do quarto, lembrou d gandola do general no armário. Com um vidro de errorex fez uma arte qualquer e foi a pé ao mercado. Na frente da gandola havia escrito “100% ROCK'N'ROLL”, E nas costas, pra quem se virasse para olhar, um “FODA-SE”.
Marina, uma respeitável senhora, casada com um general da reserva trinta anos mais velho. Trajava sempre vestidos que iam até o joelho e fazia um coque no cabelo assim que levantava da cama. Lembrava todos os dias, enquanto fazia seu coque, do seu primeiro homem, o único antes do general, soltando e emaranhando o seu cabelo na cama: como ela gostava daquilo! Seus pais jamais cogitaram que o namoro prosseguisse: “o rapaz não tem futuro algum com aquela guitarra”. Acabou se transformando num músico de uma banda londrina famosa assim que perderam contato.
Durante aquele mês, estava hospedando o filho de uma grande amiga, Diego, 21 anos, que procurava emprego na capital. Menino lindo, alto, másculo. No auge da sua beleza, o guri era mais interessante ainda por não suspeitar do poder que exercia sobre as damas respeitáveis da sociedade. O vira nascer, quando ela e a amiga ainda eram adolescentes no interior. E assustou-se quando bateu à sua porta aquele homem feito.
O general, por sua vez, passava as tardes jogando xadrez na praça e a tratava como se fosse ela um soldado. Chamava-a de “minha filha” e exigia uma disciplina militar da esposa.
Até que numa tarde, o guri, espichado no sofá, morrendo de tédio, grita para ela:
- Tia, você quer ajuda com a louça?
- Não, obrigada, querido! Isso é tarefa minha.
Depois de minutos:
- E as tarefas do tio, ele tem cumprido?? - Diego, já em pé na cozinha, mordendo uma maçã.
- Mas é claro! - Marina, em tom estupefato com a audácia do menino!
E assim, na lata, com toda naturalidade e calma, Diego devolve na hora:
- Sabe, tia, não parece não... - morde a maçã - você quer transar??
Marina emudece e olha para trás boquiaberta, num movimento lento, mal acreditando no que ouviu, nunca tinha visto tanta petulância na vida. E com o coração acelerado:
- Diego, eu vou falar com sua mãe sobre isso! Você não pode me faltar assim com o respeito.
O guri, acostumado a reconhecer estes "nãos" que significam “vem logo, que tô facinha”, aproxima-se, larga a maçã e cala Marina com um beijo daqueles, que para a gurizada de hoje são muito naturais. Os joelhos da mulher amoleceram com a pegada dele. Transaram. No balcão da cozinha, no sofá e quatro vezes na cama. Só pararam porque o general estava para chegar.
No dia seguinte, Marina levantou da cama e se olhou no espelho. Cortou os longos cabelos castanhos na altura dos ombros e não os escovou, bateu-os pra baixo para deixá-los mais armados. Com o barbeador do general raspou uma área acima da orelha. Vestiu uma calça azul vibrante, que estava sem uso. Um tênis All-Star velho e uma camiseta branca. Olhou-se no espelho, dispensou o sutiã pra ficar mais provocante. E quando estava saindo do quarto, lembrou d gandola do general no armário. Com um vidro de errorex fez uma arte qualquer e foi a pé ao mercado. Na frente da gandola havia escrito “100% ROCK'N'ROLL”, E nas costas, pra quem se virasse para olhar, um “FODA-SE”.
Marcadores:
CONTRIBUIÇÃO
terça-feira, 5 de março de 2013
Investida com arte
A vida é muito curta para deixar de fazer o que se gosta, ou fingir ser o que não é, somente pela imagem que achamos que vão fazer da gente. Foi o que a convenceu a sair comigo. Pois quem vê de fora pode recriminar uma mulher que sai comigo.
Por exigência dela fomos para um lugar discreto. Lá dentro, bem, conheço um pouco da arte da sedução, o que me garantiu o que eu realmente queria. A consciência dela pode ter até tentado repelir minhas investidas, mas não teve jeito: ela deu.
Depois do ato levantei e fui ao banheiro. Grandes olhos brilhantes me acompanharam até eu fechar a porta. Essa história de mulher querer carinho depois é porque não gozou. Logo pedi para ela me levar ao boteco. Esperei que ela se convidasse para me acompanhar, mas ela não ousou. Fiquei na companhia da cerveja e voltei para casa sozinho. Naquela noite eu não precisei sonhar.
:: 07.07.2003 ::
Por exigência dela fomos para um lugar discreto. Lá dentro, bem, conheço um pouco da arte da sedução, o que me garantiu o que eu realmente queria. A consciência dela pode ter até tentado repelir minhas investidas, mas não teve jeito: ela deu.
Depois do ato levantei e fui ao banheiro. Grandes olhos brilhantes me acompanharam até eu fechar a porta. Essa história de mulher querer carinho depois é porque não gozou. Logo pedi para ela me levar ao boteco. Esperei que ela se convidasse para me acompanhar, mas ela não ousou. Fiquei na companhia da cerveja e voltei para casa sozinho. Naquela noite eu não precisei sonhar.
:: 07.07.2003 ::
Marcadores:
CONTO - CONQUISTADORES BARATOS
Assinar:
Postagens (Atom)
