sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O potinho da discórdia (parte 2)

O Zé estava no laboratório para fazer o espermograma por exigência da provisoriamente ex-namorada Aninha. Na sala de espera teve a sensação de que todo mundo sabia o que ele ia fazer, imaginou como seria a "outra sala", pensou no que teria para se inspirar e em safadeza também. Até que uma atendente bonita o chamou pelo nome. "Tinha que ser gostosa?", pensou.

Ela o conduziu até a salinha, um cubículo com pia, poltrona e um balcãozinho. Sem janela. "Aqui está o potinho, você deposita aqui dentro sem desperdiçar nada. Aqui tem revistas e aqui a pia para você se lavar. Tranque a porta por dentro", falou a moça com a maior frieza. E saiu.

O Zé tinha consciência que ela sabia o que ele ia fazer. Mas não desistiu. Abriu a gaveta das revistas ("imagina quantos caras se inspiraram nelas, e são péssimas!"), pegou algumas, abriu o potinho, se posicionou, escolheu a melhor, começou a folhear, e mandou ver. Enquanto isso, lá fora, tinha pessoas falando, rindo, criança chorando, mas ele continuou. E aquilo começou a demorar ("será que vou falhar?"), e insistiu. Depois de algum tempo algum FDP tentou abrir a porta. Desconcentração total. Ele percebeu que pelo esforço, estava suando muito. Não tinha um espelho onde pudesse se ver, mas sentia que estava vermelho.

Tentou, tentou, trocou de revista, e tentou, trocou de mão, e tentou, trocou de pensamentos, e tentou, fez muita força, mas o máximo que conseguiu sentir foi uma cosquinha. E o suador. Sem falar que as revistas eram uma podreira só. Desistiu.
 
(continua)

14 comentários:

Valéria disse...

Vamos adivinhar! Vai ter ajuda da atendente gostosa... rss Isso é normal, até em filmes acontece muito. Aguardamos o prosseguimento.

minicontosperversos disse...

Prezada Valéria: lembre-se sempre que o objetivo aqui é surpreender. Sem sacadinhas, claro!

Anônimo disse...

Ele vai entrar em desespero, e sairá, de lá, sem olhar para trás. Outro dia, refeito, voltará, disfarçado, e mostrará a Aninha, que é um Alfa.[Minha versão]

M*
[Arriada pelo Zé!]

PS.: Se ele quiser, eu ajudo, com maior prazer.

minicontosperversos disse...

Alfa punheteiro?

amor da sua vida disse...

vamos criar um serviço para colher o sêmen em casa, assim como colhem sangue.
a enfermeira chegaria, esterilizaria as mãos, manejaria o instrumento e faria a coleta.
sem boca ou outros orifícios envolvidos, para não contaminar a cena.
se maiores problemas físicos ou emocionais fossem detectados, ela faria uma dancinha sexy com a lingerie bonita que ela estaria usando, já preparada para ocasiões assim.
seria um serviço como "As Visitadoras" que o Pantaleão, do Llosa, criou.
seria como amar uma mulher sem orifícios! quase poético!
vamos ficar ricos!

Marília. a mesma Única e Exclusiva disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Não. Um Sacerdote. Um procriador. ;)

M*

Flavinha Mel disse...

O título do miniconto sempre foi esse? Ou o autor alterou depois da imensa discussão do outro post? Será que ele já sabia o que estava por vir? Ou será que eu mesma é que tenho que esperar o que ainda virá?

minicontosperversos disse...

Uêbaaaa

Alguém se entregou aí!

Valéria disse...

Ah, Gugu! Jamais tive a intenção de sacar o prosseguimento, imagina se teria eu esta pretensão! Mas o óbvio seria isso, nénão? :(

Valéria disse...

Aliás, a idéia da "amor zzzzzzzzzzzzzzzzzzz" poderia mesmo vingar, hein?! Ponha a idéia em prática antes que alguém o faça, e com pontos falhos revisados, ainda por cima. Tá perdendo grana.

Vampira Dea disse...

Poxa... vcs estão rindo mas deve ser bem constrangedor colher o material dessa forma, a Amor da sua vida teve uma ideia muito empreendedora. Apesar de muitas vezes ter uma pontinha de inveja dessa anatomia masculina , nessa hora dou graças a Deus por ser mulher, mesmo tendo que fazer xixi sentada e principalmente por ser muito mais fácil disfarçar uma fortuita excitação em momentos ou locais inadequados rsrsrs.

Anônimo disse...

M*... ai a vagabundinha!!!

Anônimo disse...

Estão com ciúmes. Relaxa, eu divido o Zé com vc.

M*