terça-feira, 11 de maio de 2010

Sonho à Paraguaia

Conto de contribuição do camarada Andrew Clímaco, que preferiu ficar incógnito, mas essa vida é cheia de ciladas. Com ele compartilhamos o amor pelo velho Buk e por pernocas bonitas e sensíveis

José Juéla, sujeito prascóvio, era um paraguaio típico. Em Ciudad Del Este, ganhava a vida vendendo bugigangas e passara dois anos economizando para realizar seu grande sonho. Certa vez, um brasileiro, típico conquistador barato, que estava de passagem por sua cidade, lhe disse que “ali em baixo, entre as pernas, igual nas loiras não existe igual”. Zé, que nunca tinha desfrutado das delícias de uma loira, enfiou então na cabeça que um dia haveria de trepar com uma e que, se preciso, até atravessaria a fronteira, já que no Paraná as loiras são bem mais abundantes que no Paraguai, predominante de morenas.
   
Poderia ter tentado as argentinas, mas estas não iam lá muito com a cara dos paraguaios, mesmo dos dispostos a pagar. Pensando bem, as brasileiras são mais bonitas e estava mesmo na hora de tirar umas boas férias. Com os bolsos cheios de R$, José Juéla entrou num ônibus em Foz do Iguaçu e se mandou para Curitiba.
   
Quando chegou já era noite e, fluente no portunhol, de boca em boca conseguiu chegar numa zona. Ansioso, mal podia esperar para descobrir qual era o segredo que as loiras guardavam dentro da calcinha; será que os pelos da coisita também são loirinhos?

Mal dobrou a esquina ele avistou, serpenteando na calçada, seu sonho: dois metros de loira enfiados num micro-shortinho extravagante. Um exagero. Dispensado de pensar duas vezes, foi perguntar à peituda qual era o preço.
   
— Cinquentinha, completa, com tudo que tem direito — informou-lhe a chica, com uma voz rouca, sensual, anasalada…
   
Foram para um quarto ali perto, cortesia da muchacha — com um adicional de mais vintinho, é claro — e o Zé estava que era só chili.

— Tu vai ficar louco quando ver o tamanho do meu grelo — provocou a pistoleira quando entraram no quarto.
   
Zé Juéla, que era fissurado em mulher greluda, foi logo ficando peladão e correndo pra cima da puta; estava na seca, meses sem ver mulher.
   
Tirou sua blusinha, o sutiã de oncinha, o totinho e foi caindo de boca em tudo. Mas a calcinha ainda não, decidiu esperar, queria fazer suspense. Esperara tanto por esse momento que não queria estragar tudo sendo afobado. Limitou-se apenas a dar uma apalpadinha de leve, por cima do tecido, e não é que havia mesmo algo de diferente.
   
Depois de uma chupada que quase lhe arrancou fora o mangará, Zé decidiu que já era hora de matar a curiosidade. Ligou o rádio e pediu para que ela dançasse.
   
Lá foi a loira, rebolando, mandando beijinhos, jiboiando sob a penumbra mormacenta do quarto. Começou a descer a calcinha, de costas para ele, mostrando parte do rego. O Zé doido, soltando faísca. Virou de frente, sim, já dava pra ver uns pelinhos, um fiozinho amarelo-mostarda emergindo da calcinha baixa.
   
— Tira tudo de una vez — ordenou.
   
E ela tirou, exibindo não só o resto dos pelos amarelos como também — PUTA MADRE! — uma sucuri de 22 centímetros à meia-bomba.
   
Decepcionado, José Juéla encurtou as férias. No dia seguinte voltou pro Paraguai, passando a maior parte da viagem sentado meio de lado.

Nunca fora de violência, mas comprou um revolver e até hoje ele espera uma nova visita do tal brasileiro que lhe metera naquela. Nunca mais olhou para uma loira sem ter calafrios. Nem cerveja bebe mais.

15 comentários:

Lia disse...

Rua Cruz Machado esquina com Alameda Cabral!

Vampira Dea disse...

Rapaz, nesse conto eu já sabia o final, e como em história do Zé típica ele tem que se dar mal, essa acho que foi a pior de todas para ele pq eu gosto mesmo é quando o nosso amigo sofre hehehe.

Mari - é como quero ser chamada. disse...

Sabia que ia dar nisso.


Outra coisa:
Guapo, preciso te contar uma coisa importante.Posso mandar pelo e-mail do msn?

Menina Misteriosa disse...

Andrew, estou me deliciando com as 'variações' de sonhos, entre blogs... mas a gasolina que inspirou esse aí eu não conheço não! ;)

Beijo

Moska de Bar disse...

Se acontecesse uma dessas com o Neal Cassady, garanto que a saga "Anaconda" não teria sido inspirada.
Abraço!

Diva do Dino disse...

Mesmo já prevendo o final, foi muito divertido!

Maria disse...

então todo cuidado é pouco com loiras de curitiba?

ok. anotado.

=D

Luna Sanchez disse...

Tá, foi falta de sorte, mas precisava ter dado, para não perder a viagem? Precisava?

:p

Beijo.

ℓυηα

minicontosperversos disse...

Me divirto com vocês viu?

Lia - ok, já sabíamos que vc era de Curitiba; loira?

Vapiradea - tá, mas esse é OUTRO Zé

Mari - sabia inclusive da bunda doída?

Menina Mistérios - Essa deixamosd pro Andrew Albukowski responder

Moska - Sairiam no braço ou cruzariam as espadas?

Diva do Dino - o final de todo encontro (inclusive o nosso) é meio previsível, certo? e sim! bem divertido!

Maria - As loiras e os contistas

Luna - Você foi precisa e perfeita no comentário!

Vampira Dea disse...

Ah é? Pois se lenhou tb, gostei.

Noh Gomes disse...

Mas tinha que ser Zé ne rsrs adorooo

Rick Basso disse...

Quase uma lenda urbana.

minicontosperversos disse...

Vampiradea - Sádica relacional

Noh - É OUTRO Zé...

Rick - A de Curitiba é a "Loira Fantasma"

Tâmara disse...

É...rs...as vezes é preciso ir de um ponto á outro por uma trepada. Mesmo que seja pra se decepcionar depois....rs

F.A. (Andrew Clímaco) disse...

olha só, agora que eu vi.
ando correndo tanto esses tempos que fazia um tempo que não passava por aqui.

ah, GUSTAVO, não te falei ainda, mas em Sampa eu conheci um cara que é o ZÉ. putz, tenho que te contar as históras desse sujeito, é cada coisa inacreditável. o foda é que o cara chama mesmo Zé (Zé Paulo). tem cada história cabulosa, mulher que tira a peruca na hora H e se mostra careca, o quebra-pau (literalmente, mulher gorda)... sem contar que esse cara montou o apê dele com um monte de coisa estranha, tudo roubado, tem até extintor de incêndio, carrinho de supermercado, frigobar de hotel... na verdade ele tem tudo que é mais improvável de se encontrar num apê.

hahahahaah MARIA, tu é má. deixa a "loira" escutar isso. mas vc está certa: é um perigo!!! (mas espero que não seja ESSE perigo).

Pô, o Zé só se fode....