segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Escritor marginal itinerante

Quando ficávamos nos botecos perto da faculdade tomando umas e outras com os amigos, de tempo em tempo apareciam uns figuras, meio hippies ou punks (geralmente socialistas ou libertários), com uns livrinhos xerocados que deixavam nas mesas. Aí a gente lia e, se gostasse, ficava com um ou mais exemplares mediante pagamento de uma quantia módica.

No caso da minha turma, isso acontecia quando estávamos no Café do Estudante ou no Café Poesia, ambos perto da reitoria da Universidade Federal, em Curitiba. Mas rolava em qualquer boteco que reunisse estudantes, pensadores, artistas, músicos etc. Eram basicamente livros de poesia e fanzines.

Fazendo uma analogia, o que fazemos aqui (não só no MCP, mas na blogosfera em geral) é bem parecido com o que aqueles caras faziam, mas numa escala planetária. Pensando bem, o trabalho deles era mais difícil, eles tinham que ser atrevidos e mostrar a cara pra vender, enfrentando uma audiência bastante crítica.

Então, quando o contista entre posts divertidos e instrutivos e, recentemente, belas fotos provocantes (por que não dizer anárquicas) recomendar que você clique aqui, desloque o pensamento da imagem "mercado livre" e tente visualizar o artista alternativo que, de mesa em mesa, vai disseminando suas ideias e seu trabalho.

13 comentários:

minicontosperversos disse...

E, de preferência, COMPRE!!!!!

Marília, a mesma Única e Exclusiva disse...

Apoiado!

Um ótimo negócio! Sem falar que estará antenado no mundo dos MCP!

Eu já tenho mas, pro final do ano quero mais... Ótimo presente de Natal, colocar nos sapatinhos na janela, rs*

bjin =************

Altavolt disse...

PQP, Gustavão, não peguei o autógrafo! Fanzine, punk, socialistas? Acho que já somos dinossauros! hehehe.

Lelli Ramz disse...

e momento nostalgia q m deu...


depois q acabar o concurso vou saber sobre este livro... ganho ou compro.

mas vou saber!


bjinhus, sucesso e vendas

Lelli

F. A. disse...

é Gustavão, se expressar nesse país não é coisa fácil. raras pessoas têm o costume de ler e das que lêem, a maior parte não se interessa por caras novos na praça, estão mais interessadas nos paulos coelhos da vida com suas histórias bobas que parecem mais novelas de tevê. imagina então quando o "Coogle" acabar de dominar o mundo? putz, tamo lascado, vão querer até capar a gente. google, rede globo, fanatismo religioso, todas essas coisas são um atraso de vida, não tem como progredir assim.

Flavinha Mel disse...

Ótima estratégia de marketing essa, hein?! Aliás, como todas que eu tenho visto aqui neste blog.

Gustavo, quer saber...?!

O mundo tá te perdendo!!!

minicontosperversos disse...

ú&e / flavinha mel - gurias, assim vcs deixam a gente sem jeito...

alta - logo voltamos a sampa; ou melhor, o amigo e os rollinbunds dão uma esticada até CWB - só não esquece o livro, né?

lelli - faltam poucos dias...

albukowski - somos pequenos, mas lutamos; pelo menos nosso espaço estará garantido; nem que seja na clandestinidade

Marco disse...

Com esse texto, até os que odeiam leitura ficaram com água na boca.

Eu, como sou tarado em leitura, não sei porque ainda não estou com o meu em mãos.

Isso tem que ser remediado!

Carol disse...

Concordo com os elogios. Admiro seu trabalho e talento.

A estratégia deu certo. Tanto a do post, quanto a do livro - pela qualidade e primor dos textos. Li, gostei, indiquei e já preciso de mais 6 exemplares.
Depósito feito e e-mail enviado.

Agora, falta apenas a festa de lançamento.

nin@ disse...

caramba... como diz a outra... o mundo não está te perdendo...mas ainda não o achou... espero q em breve...
Bj

maria disse...

na época que eu era grunge comprei um exemplar de uma obra de poesia rodada em mimeógrafo... mas era ruim, muito ruim! depois desse cara, que ficava nas imediações do museu imperial/catedral, nunca mais vi coisa do gênero.

na mesma época, as zines eram muito legais... feitas numa folha só, tamanho ofício, frente e verso, desenhos ótimos... mas, se não me engano eram distribuídas de graça.

nostalgia.

mcp, o livro? sem comentários. só lendo.

nin@ disse...

desculpa aí a duplicação...falha humnana...

Zeca Martins, publicitário e editor disse...

Gus,
acaso saberá a rapaziada que o livro MCP vem com uns puta textos, ilustrações perfeitas e, não bastasse, uma animação do Alaor dando chicotadinhas no leitor? E que no sentido inverso a animação é do Alaor apenas dando uma piscadinha, como quem discretamente convida para uma sessão sado-masô?
E tudo isso por menos que o preço de uma pizza? Pior: menos que um sanduba com a namorada no McDonald's!
Quem não compra não é pobre, não é Durango Kid coisa nenhuma, é vacilão mesmo.
Puta abrax!