quinta-feira, 7 de abril de 2011

Conto de fadas brasileiro

Um continho inédito da misteriosa Dita Panul, para animar ainda mais esta VI Semana da Contribuição MCP. Isso de anonimato enche a gente de expectativas, né? Talento desperdiçado... Bem, o MCP também está aqui pra isso: a voz dos distrecos.

A história acontece todos os dias: Homem europeu cheio de amor pra dar procura diversão durante suas férias tropicais, paga em euro. Ele era o sonho de consumo de qualquer quenga e, por que não dizer, das pirigutes de plantão também.

Ela era a puta mais jeitosa da casa, morena, cheia de curvas. Foi bater os olhos nela e não querer nenhuma outra. Depois do "desfrute" então, encantaram-se e passaram as férias dele juntos, ele queria (e podia pagar) exclusividade.

Quando ele partiu, prometeu que voltaria. E voltou. Casaram-se e viviam felizes, fazendo planos para o futuro. Procuraram uma imobiliária, queriam comprar um pequeno prédio com loja embaixo e casa em cima para abrir um comércio e tocar a vida.

O que não sabiam é que mais gente estava de olho na história. No dia de fechar o negócio ele foi abordado na saída do banco por um motoqueiro que roubou todo o dinheiro e, não satisfeito, deu-lhe três tiros à queima roupa. Morreu na hora enquanto a esposa desesperada gritava tentando socorrê-lo. Mais tarde descobriram que a secretária da imobiliária passara a informação para o amante marginal, e os dois tramaram o crime.

Acabou-se o sonho da cinderela tupiniquim, que teve que voltar para a casa da luz vermelha de onde havia saído com festa.

14 comentários:

Gabriel disse...

Valeu pela permissão, Gustavo. Texto copiado/postado e espero, um dia, também colaborar pro seu blog. Hasta!.

Mr. Casanova disse...

Como já bem disseste no início.. Essa história acontece todos os dias. Talvez pela gigantesca marginalidade e crueldade existente no mundo, mas também grande parte pela ganância humana.

Agora, que nossas deliciossíssisssisiiisisisisiiiimas e queridas "acompanhantes executivas da casa da luz vermelha", que muito nos ajudam em alguns momentos difíceis com carinho, compreensão e muitaaa safadeza! Enfim, não tem como não gostar! rsrsrs...

Um beijo gostoso a todas as leitoras, e abraços aos cuecas..

Única e Exclusiva disse...

Realidade ou ficção? A inveja h(des)umana já virou rotina. Ngm pode ser feliz. Nem a tadinha da casa da luz vermelha.

Bjs meus

minicontosperversos disse...

Creio que a "história de todo dia" é a do turista que se encanta com as moças mais facinhas que pululam nos paraísos turísticos do Brasilzão.

Daniela Valiente disse...

Cara Dita Panul...vc e sua mente cheia de coisinhas perversas, história boa de hoje. Mais sorte e amor na próxima.

Gordinha disse...

Esse texto é perfeito! Um conto de fadas Brasileirissímo!

Bjs!
=D

Thays Petters disse...

A inveja continua a corroer as pessoas, sejam putas ou ladrões.

Emilia disse...

É tão raro encontrar um amor assim disposto a qualquer coisa,perdê-lo de forma tão absurda, ninguém merece...
Gostei do texto Dita, diferente do seu estilo nos blogs, confesso que prefiro seus textos mais apimentados. Agora me ocorreu algo: "o diário secreto de uma mariposa" seria desta "mariposa" do conto ???

Fernando disse...

Bem dizem que alegria de pobre dura pouco,coitada.

Everythinguwant disse...

Vim conhecer e gostei daqui.
Gustavo, parabéns pela brilhante idéia de abrir espaço para contribuições.

Panul é o nome de um delicioso vinho chileno, é da família ???

Gostei.

Michele H. disse...

Gostei do conto. Triste.
Mas gostei.
Gostei do blog tambem! Tanto deste como do Diario da Mariposa..ahhhh Mariposa....

Sr.Apêndice disse...

Senti o espírito do Nelson Rodrigues aí. E se eu tive a sensação desse espectro, só posso afirmar: que texto bom! E não fiquei com pena da puta, não. Até pensei que o golpe tinha participação dela... aehaiuehiuae...

Abraços

Dita Panul disse...

A história é real,aconteceu no nordeste brasileiro.

Casanova: não sei como é...

U&E/Thays: a inveja é mesmo uma M

MCP:mal sabem eles que nem era preciso pagar

Dani:estou tentando,rs!

Gordinha: muchas gracias!

Emilia:até poderia ser a mesma mariposa desolada escrevendo suas peripécias,rs.

Fer: sem graça como sempre,mas obrigada por vir.

Everythinguwant: este nome pode ser perigoso.Não sou da familia,mas com certeza sou igualmente inebriante.Bj.

MH, que honra!!!!

Sr.Apendice,matou a charada em cheio,a historia é real,mas está a cara do NR.Beijo.

Querido Gustavo:obrigada pelo espaço.Beijos misteriosos,rs,vai dizer que não apimenta ??? Rs.

Beto disse...

Com este par coxas, Dita você pode escrever o quiser que eu vou achar o máximo!!! Beijo.