terça-feira, 20 de julho de 2010

Esperteza

Atendendo ao clamor popular, iniciamos hoje mais uma, a II SEMANA DA CONTRIBUIÇÃO MCP. A autora deste (delícia de continho) pediu anonimato. Botou a culpa na ruiva, mas achamos que é receio da rapaziada fazer fila no blog e no twitter dela. Mais um segredo que guardaremos até o túmulo. Apreciem e comentem sem moderação, que amanhã tem mais.

A ruiva entrou na minha vida faz tempo. Éramos amigas até o dia em que resolvemos tomar um sol no quintal e eu pensei: que gostosa. E a safada queria é saber da minha vida entre quatro paredes, e eu contando tudo. O problema é que a ruiva é de poucas coisas, e eu sou é de todas as coisa. Deixe-me explicar: a ruiva só gostava de homens. Eu? Bom. Eu gosto é de sexo com gente gostosa.

Mas a danada estava um pouco a me provocar, eu notei e pensei: comigo não se brinca. Inventei de armar uma pra ela. E uma bem armada, em que eu ia me dar bem, mais do que já me dei nessa vida.

Chamei a ruiva pra uma balada, ela topou. Começamos na cerveja, depois veio a caipirinha e ela querendo saber dos meus detalhes, aquelas coisas. Eu eu só instigando os dela. E foi aí que passou na nossa frente o moreno. Alto, sorriso de derreter o coração, minha gente. A ruiva gamou e eu senti: mordeu a isca. Ajeitei os peitos na blusinha, armei-me toda e fui lá, eu com minha morenice, me mostrar ao lado do moreno. “Ele tem que me querer”. E ele quis. Dei um jeito de ficarmos as duas, eu e a ruiva, na frente do moreno, que era pra ele ficar confuso e desejoso de uma e de outra.

A festa acabou e eu ofereci carona para o moreno. A ruiva estava lesada, bêbada e sorridente. O moreno sentou no banco da frente, e a ruiva, antes de pular pra trás, falou no meu ouvido “que que você tá fazendo?”. Eu ri. “Deixa comigo”.

Inventei que era cedo, que ainda era tempo de encher a cara e paramos num posto. Comprei vinho e toquei pra um lugar onde, mais tarde, dava pra ver o sol nascer, jurei. 
O moreno abriu a garrafa, “mãos grandes”, eu pensei. Depois do primeiro gole, ele chegou pra perto de mim e eu só sussurei no ouvido (a ruiva atrás, curiosa) “é com as duas, você topa?”.  É claro que ele topou. Aceitou mostrando aquele sorriso que ai meu deus. Só homem bem burro é que não topa uma coisa dessas.

A ruiva, atrás, apreensiva. Ainda vi a cara dela quando ele me tascou um beijo. De língua, segurando a minha nuca e com a outra mão já  nas minhas coxas, me segura!

Ela já ia desanimando, pensando que estava numa roubada, quando eu chamei, com aquela cara de safada: vem cá. Lembrei que quem estava no banco da frente eramos nós, e então pulamos pro banco de trás, cercando a ruiva, sem dar tempo de ela responder se queria. Mas ela quis. E como quis! Depois de meia hora de pura sacanagem, desistimos de esperar o sol nascer e partimos prum quarto de motel. Ninguém reclamou.

Às vezes, minha gente, o que falta é só um empurrãozinho.

14 comentários:

minicontosperversos disse...

Comentários ao nosso post de chamada da "Semana da Contribuição". Tem mais alguns to twitter. O post foi autodestruído:

C.Antonholi disse...
Então pode ir lá no meu blog e escolher um para publicar:
www.microcontos180.blogspot.com
saudações literárias,
Carlos Antonholi
19 de julho de 2010 20:31

Luna Sanchez disse...
Bora! =)
Beijo.
ℓυηα
20 de julho de 2010 01:09

Vampira Dea disse...
Voltei de Miami e agora posso ler tranquila meu blog predileto, começa sim, demorou.
20 de julho de 2010 10:48

Ragas disse...
Gustavão, escrevi um só para o seu site... Não lembro como faz para passar para cá... Publico aqui nos comentários ou você copia lá e cola no seu blog?
Abrazzo Ragazzo
20 de julho de 2010 10:54

Victor Hugo Domingues disse...
Prega o pau!
20 de julho de 2010 12:27

Ragas disse...

A pessoa conta uma história dessas e pede anonimato? Que mundo injusto!

Patricia Garbuio Bittencourt disse...

Realmente,ás vezes só falta um empurrãozinho,outras nem empurrando...muito bom!

Única e Exclusiva disse...

A vida é feita de empurrões/ruivas/morenas/motel/vinho. kkkkkk

Bjos ú&e =**
#L.O.

Anônimo disse...

amores, preciso me preservar. ;)
de qualquer forma, agradeço os comentários.

[ô]Pistache disse...

O cara ganhou na mega sena...

Anônimo disse...

Pistache: na hora, ele disse a mesma coisa. e repete isso até hoje ;)

Anônimo disse...

vc podia pelo menos dar um codinome né? para quando ela mandar mais, saberemos quem foi.

Luna Sanchez disse...

Cerveja + caipirinha + vinho + puladinha para o banco de trás = empurrãozinho.

Assim, até eu que sou mais bobinha...ehehehehe

Beijo, beijo.

ℓυηα

minicontosperversos disse...

Antonholi - Amigo, manda um inédito que entra na próxima!

Luna - BORA!

VampiraDea - Miami? Tá cada dia mais chique, hein?

Ragas - já estávam fechados os quatro. Seu conto (sensacional) já tá guardado pra próxima!

Abrazzo Ragazzo!

Vitão - bem que podia nos mandar mais uma daquelas pérolas que tanto inspiram o Zé!!!

Anônimo - podemos chamar de JORNALISTA PRESERVADA

minicontosperversos disse...

Como ela mesmo diz no tuínter

Menina Misteriosa disse...

Ainda bem que o 'empurrãozinho' não foi a base de tequila!

Muito bom o texto. Participação mais que especial!!!!

p.s.: esse é o típico exemplo de uma surpresa boa! [nos dois sentidos!]

MeninaMisteriosa

Anônimo disse...

Luna: mas oh, ela gostou e depois até quis mais. haha

Menina: obrigada, gatan.

meu codinome pode ser, sei lá, o nome de ma vodka. rs

minicontosperversos disse...

ok, jornalista stolichnaya