quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Relatos de um veraneio praiano IV

Eu sou do tempo que neguinho passava no vestibular e não tinha jeito: o cabelo era sumariamente raspado. Junte a isso a brancura das horas diárias de estudo que valeram a classificação numa universidade federal e você tem um bicho de goiaba zanzando pela praia. Não que isso afetasse a autoestima do rapaz: eu tinha passado no vestibular, porra!

Fim de tarde, estava com um amigo também calouro ali sem ter o que fazer — lagarteando, como dizem os gaúchos — e duas moçoilas de corpo muito bem talhado e roupas sumárias se aproximavam pela areia. Fizemos a tradicional abordagem da sereia,  que engatou, e durante a conversa deu para perceber que os trajes eram REALMENTE SUMÁRIOS. A loira bronzeadinha, que tinha corpo de fisiculturista, estava de biquíni de cortininha, e as cortinas estavam totalmente fechadas. Para se ter uma noção do quanto, parecia que ela tinha areia na virilha, mas quando deu pra ver de perto, eram pelinhos pubianos descoloridos. Ou seja: DAVA PRA VER. Aí um interlocutor sagaz pergunta: como você conseguiu ver de perto assim? Porque a outra, morena clara de comissão de frente privilegiada, estava com uma tanga normalzinha, ok, mas usava de top uma camiseta larga e curta que deixava a barriga de fora, e só isso. Então por baixo DAVA PARA VER um panorama completo do que se poderia chamar de belos melões. E como eu dei um jeito de me abaixar para ver aquilo, fiquei perto da virilha da outra e...

Quem é homem sabe que a história poderia terminar aqui, que por si só renderia enredo para inúmeras sessões de autoamor. Mas ela continua.

(continua...)

10 comentários:

Anônimo disse...

Bela descrição, mas não dá pra bater palmas com uma mão só.

Joel de Sousa Carvalho disse...

Olá a todos os que vão ler este comentário neste blogue ou noutro muito bom como este. Pois é, estou encantado com todos estes pratos tão bem confeccionados. Pois, eu gostava de fazer igual, mas não consigo. A vida é dura e obrigou-me a morar sozinho, e a cozinha não é de todo o meu local favorito. Mas estou a tentar conhecê-la, mas as aventuras têm sido imensas. Fiz um blog humilde para colocá-las em forma de crónica pouco extensas. Gostava muito que todos vocês o visitassem e se possível o seguissem. É que tentar cozinhar e depois não ser ajudado, é algo muita mau.
Cumprimentos a todos!

http://tenhosalfaltamecolher.blogspot.com/

minicontosperversos disse...

Anônimo 1 - punheteiro

Joel - Fomos lá ver e achamos uma grande metáfora

Anônimo do Zacarias - Não, não viramos dragqueen

naomefazpensar disse...

Que universidade é essa? Rs!

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Sobre a imagem, não consigo colar aqui o código fonte. Mas é bem tranquilo. Depois tento te mandar por e-mail.

Menina Misteriosa disse...

1) qual é a abordagem da sereia? =P

2) ainda bem que não terminou aí. quero mais, mais história!

MeninaMisteriosa

minicontosperversos disse...

Carriço - a UFPR, mas naquela época, só escapavam os caras de cursos como sociologia e antropologia, e olha lá

Menina Mistérios - você sabe... já leu tudono twitter, mas mesmo assim replicamos aqui mas os menos antenados:

1. Eu não acreditava em sereias até ver você saindo do mar.

2. Uma sereia é sardinha perto de você.

3. Eu não sabia que esta praia era porto de sereia.

4. Não sabia que Sereia andava.

5. Como eu faço pra pescar essa sereia? ==> Tem que se preparar pra uma piadinha marota sobre o tamanho da sua vara

As nºs 4 e 5, do camarada @fabiodart

Anônimo disse...

manda mais rapaz

Anônimo disse...

Credo, vc responde meu e-mail por aqui, fico perdida... hj é que fui achar! rsrs Mas que bom que não virou drag. Vou pagar pra ver o que virou então.

minicontosperversos disse...

Anônimo - tô mandando

Anônima - costuma custar caro

eLi disse...

AUTOAMOR??
O carinha gamou então!!
Eu chamaria de tudo, menos de autoamor! AHHA
Mas isso é coisa que se faz sozinho então....cada um chama como quer!

E que venha o capítulo seguinte!