sexta-feira, 18 de julho de 2008

B.O.

O projeto era namorar umas quatro ao mesmo tempo. Ele bem que tentava. Tinha que se organizar com os horários e dias da semana para os encontros. E como tudo que é bom na vida de um homem solteiro um dia acaba, ele conheceu a Tati, safada, manhosa e cheia de querer dominar. E aos poucos ela foi conseguindo, com jeitinho e beijos excessivos, fazendo papel de menina recatada na sala enquanto na cama já conhecia de A a Z.

Mas ele não desistiu, quis ser esperto e manter, então, as cinco. Começou a pôr em prática um recurso ilícito. Dava uma bebidinha à namorada que estava na casa dele, ela adormecia, depois ele saía e se encontrava com outra, voltando umas horas depois como se nada tivesse acontecido. Acordava a que tinha ficado dormindo, dando muito carinho... Assim seguiam suas noites, muito corre-corre e algumas doses de diazepam.

Só que a Tati já tinha tomado boleta e percebeu o truque. Uma noite ela trocou a bebidinha e quem dormiu foi ele. Ela levou o que pôde, dinheiro, cartôes e talão de cheques (que jogou no lixo), roupas, bebidas, som, DVD, notebook, colocou tudo no carro dele e foi embora. Claro, antes de sair deu um último beijinho.

:: 29.07.2003 ::

sábado, 12 de julho de 2008

O entregador de pizza

A vida é cheia de concidências. A Silvana conheceu o Silvano no vestibular por causa do ensalamento. Os nomes eram parecidos, papo vai papo vem, se apaixonaram e começaram a namorar. O Silvano era motoboy e queria melhorar de vida. (leia mais)

quinta-feira, 10 de julho de 2008

O cachorro que chupava manga

Tinha um tempo que, como todo mundo, o Zé era inocente. Ele e dois amigos do tempo do Zacarias (primário) eram uns tremendos "bocós", como se dizia na época. A gurizada mais velha, a troco de ensinar "coisas do mundo" para os mais novos, acabavam aprontando. E geralmente ensinavam tudo errado e cheio de preconceitos. Fique bem claro que, naquele caso, o "aprontar" não contemplava viadagens e afins, mas usar o inexperiente, por exemplo, de "vinagrão". Antes que perguntem, vinagrão é cara que tempera para os outros comerem.

O fato é que tinha uma aluna da quarta série que além de linda tinha reprovado uns anos, ou seja, era quase mulher formada começando a se insinuar. É óbvio que isso endoidecia todo mundo. E como ela não dava bola pra ninguém, os mais velhos chamaram o Zezinho e os amigos e contaram que a musa passava leite condensado na xoxota para o cachorro lamber. Literalmente.

Nem precisou estimular. Os bocozinhos ficaram impressionados e multiplicaram o boato no pátio da escola de um jeito que nem essas correntes de e-mail fazem. E óbvio que a bomba chegou nos ouvidos da beldade. Com toda aquela gostosura precoce ela chegou com jeitinho nos fofoqueiros (todo mundo que estava perto vazou) e perguntou o que eles estariam divulgando. E não é que na inocência eles escancararam a historinha para ela? "Contaram pra gente que você passa (...) É verdade? De que raça é seu cachorro?"

Ela não negou nem confirmou, ouviu tudo silenciosa, deu um sorriso maroto pro Zé e os dois camaradinhas, e a partir dali virou amiga e "consultora" dos três, de um jeito carinhoso, mas que na visão da canalhada que via de fora, "tinha coisa". Uma vingancinha discreta e cheia de dignidade. O Zé e os amiguinhos se deliciaram, mas não precisa dizer que nunca rolou nada com a musa, porque nem na fase da punheta eles estavam ainda.

:: 10.07.2007 ::

terça-feira, 8 de julho de 2008

Deférias

Para não dizer que abandonamos os leitores de forma cafajéstica, aproveitamos a ausência para uma sessão "melhores momentos". Selecionamos um continho por mês desses que mais impacto nos causaram ao escrever. Comentem aqui.

Janeiro
Organizadinho

Fevereiro
Tântrica

Março
Ela tocou o puteiro

Abril
Eu amo Garen Muttin

Maio
Estratégia de fim de festa

Junho
Meu primeiro surto patriótico

Deférias - Enquanto isso uma dica aos que aguardam a grande chance de publicar um livro

Pessoal:

Enquanto estamos de férias (são curtas como os MCPs, podem ficar tranqüilos), e deixamos o blog meio abandonado, fica uma tremenda dica pros amigos escritores. Cliquem no link que é auto-explicativo.

http://www.editorabarauna.com.br/loja/produtos_descricao.asp?lang=pt_BR&codigo_produto=16

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Brasileira faz sexo cada vez mais cedo

Pra fechar a semana, uma contribuição/comentário impagável d'A Bruxa. Está hoje como manchetinha na Folha: "Brasileira faz sexo cada vez mais cedo, diz estudo".

Quer dizer que a mulherada está acordando às cinco da madruga pra atiçar os maridões e namorados?

Cara de sorte é o Ari

Mais uma contribuição da fotógrafa Lu Campos (quase pseudônimo). Desta vez com uma foto de autoria dela. Sensaciional! Lu, só tivemos que mudar o nome do rapaz, por eventuais problemas com um amigo leitor (coincidência não explicável).

O Ari namora a Mariazinha, estão há sete anos juntos e eu fico esperando o aniversário de oito anos de namoro só para ver se isso é sério mesmo, ou é macumba do Ari. Porque olha, não é possível!

Mariazinha, a namorada, de “zinha” não tem nada. Sabe mulherão? Bunda grande, coxa grossa, seio farto, boca carnuda e cabelo na cintura, coisa de louco! Ela tem tudo que mulher vive querendo tirar e tudo que homem adora meter a mão... e outras partes também.

O negócio não ia ser tão discrepante se o meu amigo Ari não fosse, com o perdão da expressão, “um espirro de pica”, ou seja , baixinho, feio e magro de doer! Pra piorar, ele ainda tem um tipão do interior. Nada a ver com aquela deusa. Como diz o ditado, é muita areia pro caminhãozinho do Ari! E ele sabe disso, desfila orgulhoso com aquele mulherão de dar inveja, chega a estufar o peito, o malandro!

O engraçado eu vou contar, foi o fato que aconteceu recfentemente. Tô voltando do hospital, fui visitar o Ari. Dia 12 de junho foi dia dos namorados e a gata preparou uma noite inesquecível, e põe inesquecível nisso! Comprou lingerie, gelzinho, além de inúmeros acessórios que só de lembrar deixavam meu amigo emocionado. Segundo o Ari, a Mariazinha “tava pro crime”.

O Ari que não é bobo nem nada, levou a moça para jantar e depois direto pro motel, aproveitar a noitada. Diz que começou com um strip-tease caprichado, depois que o bicho já tava tinindo rolou chantily nos peitos e em retribuição um tal de gelzinho nele, que quando ela metia a boca pegava fogo. O Ari estava nas nuvens, loucurada rolando e foi boca lá, perna aqui, 69, de quatro, de frente, de ladinho, até que a moça resolveu sentar no colo... putz, aí deu cagada!

Lembrando... o Ari baixinho, magrinho, fraquinho e a Mariazinha, uma mulher melancia só que mais alta, aquela loucura. O resultado: o Ari quebrou a bacia! Tá lá no hospital, 40 dias estaleirado, não pode mexer nada da cintura pra baixo, até pra ir ao banheiro, tomar banho, tudo, ela vai ter que ajudar. Ah, detalhe, 40 dias mijando na comadre é de ferrar!!!

Sabe o que é pior? A gozada final quem está dando somos nós... Ê Ari, cara de sorte!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Motel nem sempre ajuda 2

O Zé trabalhava num setor próximo da Janete. Um dia se encontraram num churrasco de confraternização da empresa (leia-se bebedeira), depois foram a um serv-car à noitinha (lanche depois do churras?) e a coisa rolou. Mas ela era moça direita e ficou com ressaca moral.

Na outra semana o Zé a chamou para sair, para ficarem "mais à vontade num lugar mais discreto". Sim, ele estava namorando e não podia ser visto acompanhado. Não que tenha contado esse detalhe para a Janete.

Ela perguntou que lugar discreto seria esse, disse para ele tirar o cavalinho da chuva com motel que ela não ia transar de novo assim do nada (direito de se valorizar, oras!). O Zé disse que não tinha segundas intenções, que motel era um lugar tranqüilo, bom para conversarem e tomarem umas biritinhas como bons amigos sem serem incomodados. Ela foi enfática: "não vai rolar NADA!" O Zé manteve sua posição, porque é prerrogativa do homem acreditar na fraqueza da carne.

Foram direto do trabalho para o motel e adivinha... ela não deu, não deixou nem ele dar uns amassos direito. Restou ao Zé tomar uns três banhos, fazer bagunça com a água e, pra piorar, a conta ficou alta porque sem nada o que fazer nem muito que falar, eles beberam bastante.

Para coroar a noite, na hora de ir embora o carro não pegou e o Zé teve que pedir ajuda para as arrumadeiras empurrarem até pegar no tranco.

:: 07.04.2008 ::

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Motel nem sempre ajuda

Sempre achei motel o maior anticlímax, ainda mais na primeira vez que um casal sai. No momento de passar pelo portão é como se o luminoso de neon se transformasse num AHAN, QUER DIZER QUE VOCÊS VÃO TREPAR! Acaba com todo mise-en-scène do ritualzinho tenso do que pode ou não acontecer.

Mas tem dia sem opção, como quando eu e uma namoradinha que morava em outro estado nos encontramos na praia, numa cidadezinha sem infraestrutura. Fazia tempo que a gente não se via, queríamos matar saudade e curtir carinho. Cometemos o erro estratégico de não ir logo cedo para algum hotel ou pousada, ficamos nos enrolando no boteco e quando resolvemos você-sabe-o-quê passava da meia-noite, até as portarias estavam fechadas.

O jeito foi ir para um motel meio fuleiro. Entramos ressabiados pelo jeito do lugar, cama redonda revestida com carpete, tv só com canal pornô, enfim, íamos bem devagarinho para criar o clima quando ela olhou para a cabeceira e disse com calma "ih, tem uma barata ali espiando a gente". Custei acreditar, afastei o travesseiro e vi a bicha paradinha mimetizada no carpete bordô. Sem ação, sentei e pensei muito no que fazer. Liguei para a recepção e o atendente sugeriu trocar de quarto "vai ali no cinco, a porta está aberta". Entramos no carro fomos direto para a saída:
"Olha, amigo, não adianta mudar de quarto. Não tem mais clima."
"É, mas vocês ficaram lá quase meia hora. Usaram alguma coisa? Vou ter que cobrar."
"Nem tiramos a roupa. E pode ir lá olhar que a barata está na cabeceira da cama."

O cara foi na maior má vontade, ouvimos barulho de chinelada, ele voltou sem dizer palavra e abriu o portão da saída. Imaginei o próximo casal chegando dali a pouco e o porteiro dizendo: "Pode ir no quatro, a porta está aberta."

:: 07.04.2008 ::

terça-feira, 1 de julho de 2008

Escrava

Depois que minhas algemas se abriram saí feito louca correndo, achando que estava em liberdade. Lembrava que por você aprendi a me despir e me condenei a satisfazer novos senhores. (leia mais)