Adolescente, depois de folhear uma revista antiga coloquei na cabeça que queria virar uma pin-up. Um grande desafio depois da infância perturbada por quatro irmãos moleques. Mesmo criança eu só brincava de boneca escondida, pois sempre aparecia um na porta do quarto gritando "Coisa de menina! Coisa de menina!", e na sequência eu estava na rua jogando bola.
Depois de anos entre socos, búlicos, bolas de capotão e pipas, comecei a colocar meu projeto em prática. Na hora de tirar fotos em família eu fazia caras e bocas, aguentando que sempre um deles falava "Caramba! Faz cara normal! Você parece retardada!"
Mas eu não desistia. Época de colégio, um dia me preparei para a primeira sessão fotográfica, com direito a cinta-liga e espartilho. Meu primo, que era o fotógrafo, me ensinou o verdadeiro truque para deixar os lábios vermelhos e proeminentes. Minutos depois, com as meias esfoladas nos joelhos, lá estava eu fazendo caras e bocas para a câmera quando meu tio abriu a porta. Voltou da praia mais cedo que o esperado.
Meu priminho mais novo, de seis anos, entrou correndo e me viu só de espartilho e meias pretas, tonta de vergonha e sem saber pra que lado correr. O projeto de virar pin-up se desmanchou aos poucos toda vez que nas festas de família um pestinha apontava o dedo e falava "Olha a moça que estava pelada na casa do tio Jarbas!"
:: 28.10.2003 ::
sexta-feira, 12 de março de 2010
quarta-feira, 10 de março de 2010
Flagra
Diogo Vieira, que sempre aparece por aqui como Êstase e manda no blog Vento Longínquo, a partir da longínqua Belém, brindou-nos com esse continho que "smels like teen spirit" como todos os escritos dele.
Ella é uma femme fatale, a mulher mais desejada e perigosa do curso de medicina, linda, inteligente, fria, sádica e má. Suas vitimas favoritas são os garotos virgens e desavisados, geralmente encontrados no primeiro semestre do curso, meninos que passaram os últimos três anos de suas jovens vidas apenas se masturbando, e que muitas das vezes não aprenderam sequer a beijar.
André é um garoto tremendamente tímido, ruivo de olhos negros e agudos. Mal completou dezesseis anos e acabou de mudar de cidade, a novidade da faculdade, o menino-gênio, pianista, violinista e no segundo ano de medicina. Ella encontrou naquele garoto que viveu para estudar a vitima perfeita. Encontrou o momento do bote enquanto ele tomava banho em um vestiário afastado do Campus. Sem nada dizer apareceu nua com seu corpo escultural e lhe lançando o olhar de serpente que seduzia todos os jovens incautos.
Ella pegou as partituras que estavam perto do violino e jogou no chão molhado. Quando se apossou do violino o rapaz suplicou para que o deixasse onde estava. Acataria às súplicas se ele a chupasse. E foi feito.
Em transe, quase passou despercebido quando ele tirou o violino de sua mão, e tentou esbofeteá-lo como vingança, ele segurou as mãos dela e disse “Tu não vais querer me bater”. Então ajoelhou e a fez gozar. Teve suas costas arranhadas até verter sangue. Ella suplicava para ser penetrada, e justamente quando iria acontecer a prima Paula entra no quarto em penumbra do moço tímido que nunca transou, mas que sonhava com a colega do curso de medicina. Hesitar diante da prima significaria morrer pisoteado pela família na hora do jantar. Juntou coragem ao ver o olhar assustado de Paula:
- Porra, Paula, será que eu não posso bater uma punheta sossegado?
- Toma aí tuas roupas. Olha, cara, é melhor bater punheta quando todos estão dormindo e de porta trancada. Mané!
A prima sai do quarto e André volta para a transa com Ella.
Ella é uma femme fatale, a mulher mais desejada e perigosa do curso de medicina, linda, inteligente, fria, sádica e má. Suas vitimas favoritas são os garotos virgens e desavisados, geralmente encontrados no primeiro semestre do curso, meninos que passaram os últimos três anos de suas jovens vidas apenas se masturbando, e que muitas das vezes não aprenderam sequer a beijar.
André é um garoto tremendamente tímido, ruivo de olhos negros e agudos. Mal completou dezesseis anos e acabou de mudar de cidade, a novidade da faculdade, o menino-gênio, pianista, violinista e no segundo ano de medicina. Ella encontrou naquele garoto que viveu para estudar a vitima perfeita. Encontrou o momento do bote enquanto ele tomava banho em um vestiário afastado do Campus. Sem nada dizer apareceu nua com seu corpo escultural e lhe lançando o olhar de serpente que seduzia todos os jovens incautos.
Ella pegou as partituras que estavam perto do violino e jogou no chão molhado. Quando se apossou do violino o rapaz suplicou para que o deixasse onde estava. Acataria às súplicas se ele a chupasse. E foi feito.
Em transe, quase passou despercebido quando ele tirou o violino de sua mão, e tentou esbofeteá-lo como vingança, ele segurou as mãos dela e disse “Tu não vais querer me bater”. Então ajoelhou e a fez gozar. Teve suas costas arranhadas até verter sangue. Ella suplicava para ser penetrada, e justamente quando iria acontecer a prima Paula entra no quarto em penumbra do moço tímido que nunca transou, mas que sonhava com a colega do curso de medicina. Hesitar diante da prima significaria morrer pisoteado pela família na hora do jantar. Juntou coragem ao ver o olhar assustado de Paula:
- Porra, Paula, será que eu não posso bater uma punheta sossegado?
- Toma aí tuas roupas. Olha, cara, é melhor bater punheta quando todos estão dormindo e de porta trancada. Mané!
A prima sai do quarto e André volta para a transa com Ella.
segunda-feira, 8 de março de 2010
8 de março - homenagem
Lembrem que é fonte de fibras, vitaminas, sais minerais e ferro.
Em tempo: o conto do dia tá publicado no blog da amiga VampiraDea.
Em tempo: o conto do dia tá publicado no blog da amiga VampiraDea.
terça-feira, 2 de março de 2010
Quando o moleque malcriado puxa o fio
Tui era hiperativo e traquina, a família até que compreendia. Mas uma das manias dele judiava, em particular a mãe: puxar o fio da geladeira da tomada. No dia-a-dia não incomodava tanto, era secar o aguaceiro da cozinha e acabar de descongelar, no máximo um feijãozinho perdido. Mas em noites de verão ou viagens o prejuízo era grande. De longe se sentia o cheiro de coisa estragada na cozinha.
O psicólogo não deduziu a causa, então deliberadamente os pais, um dia, pra castigar, colocaram o moleque no freezer horizontal e falaram que iam mante-lo ali até congelar. E como toda história só é contada se existe drama, esqueceram de puxar o fio.
Segundo Skinner, há mais humanidade no ato de punição do que se supõe. Mas é daquela humanidade crua, primitiva. Da patologia da permissividade até a insanidade de uma punição excessiva inconscientemente cruel a família chegou à conclusão de que tascar a mão na orelha teria sido um ato mais... sensato. Sim, Tui foi um mártir dos malcriados.
:: 02.03.2010 ::
O psicólogo não deduziu a causa, então deliberadamente os pais, um dia, pra castigar, colocaram o moleque no freezer horizontal e falaram que iam mante-lo ali até congelar. E como toda história só é contada se existe drama, esqueceram de puxar o fio.
Segundo Skinner, há mais humanidade no ato de punição do que se supõe. Mas é daquela humanidade crua, primitiva. Da patologia da permissividade até a insanidade de uma punição excessiva inconscientemente cruel a família chegou à conclusão de que tascar a mão na orelha teria sido um ato mais... sensato. Sim, Tui foi um mártir dos malcriados.
:: 02.03.2010 ::
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
As desventuras de Maçarico, o palhaço erótico III (parte 2)
A inocência de Rosineide
A cachaça rolou solta na festinha de criança. Enquanto D. Rosineide conversava sobre a indecência da novela das oito, Maçarico, com pretexto de "fazer o acerto" com a mãe do aniversariante, combinou com Dalvinha que faria uma mágica de desaparecer, e que nessa hora ela deveria esperá-lo, no quarto do filho, pronta para o abate.
E como de bobo Maçarico não tinha nada (o que ele menos queria era Maçaneta conspurcando aquelas alvas carnes), combinou tudo em detalhes com o amigo.
Depois de brincadeiras muito animadas com as crianças e os adultos, Maçarico anunciou a mágica. Os dois palhaços saíram na lavanderia para pegar a caixa de papelão e aproveitaram para trocar os macacões. Então Maçaneta (vestido de Maçarico), anunciou, depois de uma talagada de cachaça, que faria Maçaneta (Maçarico) desaparecer. Foi tudo muito rápido, palhaço entra na caixa, simsalabimbimbim, palhaço entra no quarto da criança, traça Dalvinha, palhaço destrói a caixa onde o outro deveria estar, o povo faz óóóóóóóóh e o palhaço desaparecido entra histrionicamente pela porta da frente (saiu do quarto pela janela).
Então Maçaneta (vestido de Maçarico) entra no banheiro esperando o amigo para desfazer a troca. Mas D. Rosineide, sob olhar atônico do Maçarico original e forte embalo etílico, entra no banheiro junto. Maçarico imaginou o barraco que ia se seguir, mas cinco minutos depois a mulher sai do banheiro afobadinha.
Não se falou mais a respeito. Maçaneta nunca contou ao amigo o que aconteceu entre as paredes de azulejo barato. Mas os demais da turma do boteco ficaram sabendo que "Rosineidinha" tirou a dentadura e se atracou até o fim na maçaneta (não a da porta). O palhaço assistente confessou ter sido um dos melhores boquetes de sua existência.
Ah, sim, não se pode deixar de relatar que D. Rosineide, dengosa que estava, quando no decorrer da festa encontrou o marido descaracterizado, beijou-lhe várias vezes a boca. De língua.
:: 10.02.2010 :: Baseado em personagem e contexto criados pelo amigo Alta
A cachaça rolou solta na festinha de criança. Enquanto D. Rosineide conversava sobre a indecência da novela das oito, Maçarico, com pretexto de "fazer o acerto" com a mãe do aniversariante, combinou com Dalvinha que faria uma mágica de desaparecer, e que nessa hora ela deveria esperá-lo, no quarto do filho, pronta para o abate.
E como de bobo Maçarico não tinha nada (o que ele menos queria era Maçaneta conspurcando aquelas alvas carnes), combinou tudo em detalhes com o amigo.
Depois de brincadeiras muito animadas com as crianças e os adultos, Maçarico anunciou a mágica. Os dois palhaços saíram na lavanderia para pegar a caixa de papelão e aproveitaram para trocar os macacões. Então Maçaneta (vestido de Maçarico), anunciou, depois de uma talagada de cachaça, que faria Maçaneta (Maçarico) desaparecer. Foi tudo muito rápido, palhaço entra na caixa, simsalabimbimbim, palhaço entra no quarto da criança, traça Dalvinha, palhaço destrói a caixa onde o outro deveria estar, o povo faz óóóóóóóóh e o palhaço desaparecido entra histrionicamente pela porta da frente (saiu do quarto pela janela).
Então Maçaneta (vestido de Maçarico) entra no banheiro esperando o amigo para desfazer a troca. Mas D. Rosineide, sob olhar atônico do Maçarico original e forte embalo etílico, entra no banheiro junto. Maçarico imaginou o barraco que ia se seguir, mas cinco minutos depois a mulher sai do banheiro afobadinha.
Não se falou mais a respeito. Maçaneta nunca contou ao amigo o que aconteceu entre as paredes de azulejo barato. Mas os demais da turma do boteco ficaram sabendo que "Rosineidinha" tirou a dentadura e se atracou até o fim na maçaneta (não a da porta). O palhaço assistente confessou ter sido um dos melhores boquetes de sua existência.
Ah, sim, não se pode deixar de relatar que D. Rosineide, dengosa que estava, quando no decorrer da festa encontrou o marido descaracterizado, beijou-lhe várias vezes a boca. De língua.
:: 10.02.2010 :: Baseado em personagem e contexto criados pelo amigo Alta
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Meu melanoma Dagmar
Discreto porque desgraçadamente nasceu entremeio à tatuagem que cobre meu ombro esquerdo. Quando percebi já estava volumoso e invasivo. O motivo de dar um nome eu já explico, mas Dagmar é porque não tem como saber se a natureza de um melanoma é masculina ou feminina.
As bordas vermelhas denunciaram ao dermatologista que realmente se tratava de um "maligno". Ele requisitou uma biópsia há quatro meses, mas me abstive de fazer. Não faz diferença saber, não há motivo para extirpar Dagmar. Isso me abre grandes perspectivas, principalmente a de não ter mais medo e a de deixar de lado minha avareza. Traduzindo, Dagmar será meu grande companheiro na nova aventura de fazer tudo que der na telha e aproveitar em grande estilo até meu último centavo.
Tem muita lógica nisso. Tenho vários amigos, mas eles todos andam tão pacatos e inertes ("Estão amadurecendo, coisa que você devia fazer", já me disseram), numa linha de conforto absurda que os afunda justamente na tendência natural do ser humano ao descanso eterno. Ou seja, o corpo pede e eles aceitam se acomodar em direção ao "leito de morte". Aí entra Dagmar como companhia fiel. Porque deixar o melanoma se espalhar e passar tardes ensolaradas de sábado na frente de uma televisão são atitudes muito parecidas, mais do que você possa pressupor.
:: 27.01.2010 ::
As bordas vermelhas denunciaram ao dermatologista que realmente se tratava de um "maligno". Ele requisitou uma biópsia há quatro meses, mas me abstive de fazer. Não faz diferença saber, não há motivo para extirpar Dagmar. Isso me abre grandes perspectivas, principalmente a de não ter mais medo e a de deixar de lado minha avareza. Traduzindo, Dagmar será meu grande companheiro na nova aventura de fazer tudo que der na telha e aproveitar em grande estilo até meu último centavo.
Tem muita lógica nisso. Tenho vários amigos, mas eles todos andam tão pacatos e inertes ("Estão amadurecendo, coisa que você devia fazer", já me disseram), numa linha de conforto absurda que os afunda justamente na tendência natural do ser humano ao descanso eterno. Ou seja, o corpo pede e eles aceitam se acomodar em direção ao "leito de morte". Aí entra Dagmar como companhia fiel. Porque deixar o melanoma se espalhar e passar tardes ensolaradas de sábado na frente de uma televisão são atitudes muito parecidas, mais do que você possa pressupor.
:: 27.01.2010 ::
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
As desventuras de Maçarico, o palhaço erótico III (parte 1)
Maçarico vivia arrastando asa pra cima da Dalvinha, a moça do café mais jovem e suculenta da repartição. Inocente que só ela, descerrou o decote sobre o balcão e propôs ao colega palhaço que animasse a festinha de três anos do filhote, e deixou bem claro que ele seria recompensado pelo feito (não financeiramente). Tudo combinado para o sábado festivo, na manhã de véspera o sexto sentido de Dona Rosineide, mulher do Maçarico, tocou o alarme e ela se dispôs a acopmpanhá-lo ao evento.
Ele entrou em desespero. Dalvinha era uma beldade temperamental, não haveria outra chance. Então formulou um plano mirabolante tendo como espinha dorsal contar com a participação de outro palhaço na animação. E o camarada mais parecido (tinha que ter o mesmo tipo físico, para permitir um revezamento estratégico) era o amigo de boemia Maçaneta.
Maçaneta tinha essa alcunha por permitir que qualquer um colocasse a mão — independentemente de gênero, etnia [olha o politicamente correto bombando aqui no MCP!!], religião, orientação sexual, idade e até mesmo espécie. Tanto que comparavam "a" maçaneta do camarada àquelas meio rengas, que de tanto uso mal se sustentam à porta.
Tudo combinado, os dois palhaços chegaram à festa (escoltados por D. Rosineide) devidamente caracterizados, com maquiagem idêntica, só se diferenciando pela cor do macacão. As sete crianças presentes foram à loucura. Para esquentar, como os demais convidados adultos, os três se afogaram na cachaça.
(continua... CLARO!)
Ele entrou em desespero. Dalvinha era uma beldade temperamental, não haveria outra chance. Então formulou um plano mirabolante tendo como espinha dorsal contar com a participação de outro palhaço na animação. E o camarada mais parecido (tinha que ter o mesmo tipo físico, para permitir um revezamento estratégico) era o amigo de boemia Maçaneta.
Maçaneta tinha essa alcunha por permitir que qualquer um colocasse a mão — independentemente de gênero, etnia [olha o politicamente correto bombando aqui no MCP!!], religião, orientação sexual, idade e até mesmo espécie. Tanto que comparavam "a" maçaneta do camarada àquelas meio rengas, que de tanto uso mal se sustentam à porta.
Tudo combinado, os dois palhaços chegaram à festa (escoltados por D. Rosineide) devidamente caracterizados, com maquiagem idêntica, só se diferenciando pela cor do macacão. As sete crianças presentes foram à loucura. Para esquentar, como os demais convidados adultos, os três se afogaram na cachaça.
(continua... CLARO!)
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
As desventuras de Maçarico, o palhaço erótico II
Episódio II da saga criada pelo amigo Alta, e que, para surpresa dele, terá um terceiro episódio.
Como narrado no episódio anterior, Maçarico era um palhaço de festas infantis que no dia-a-dia perdia tempo como funcionário público. E foi no trabalho que passou a ser assediado por uma vendedora, a qual ele apelidou carinhosamente de Véia. Era até mais jovem do que ele, mas aparentava mais idade.
Para conquistar o palhaço, a Véia lançou mão de dotes culinários, e convidou-o para um jantar em seu apartamento — bebidas e pratos afrodisíacos cuidadosamente preparados por ela.
Não obstante ser adepto do matrimônio (ver episódio I), nosso herói aceitou o convite. Depois de comer e beber muito, era chegada a hora de entrar em ação. Contudo, após dar várias arremetidas e já com dor na cabeça de baixo, Maçarico acabou por desistir de romper o lacre da Véia. “Seria virgem?”, pensou. Na manhã seguinte, ela liga toda consternada: “Desculpe querido, mas no calor da emoção esqueci de tirar o Tampax.” Nunca mais voltaram a se ver.
Mas o auge foi quando numa festa de fim de ano da repartição, Maçarico resolveu uniu as duas profissões: animaria a festa e os colegas de trabalho. Lá pelas tantas, mais chumbado que o normal, ouviu algum gaiato sugerindo striptease. Não se fez de rogado e, dançando freneticamente, logo desceu o macacão colorido. Só que não percebeu que uma das bolas do saco tinha escapado, e balançava pendurada pela lateral da cueca. Como muitos filmaram e fotografaram, a performance passou a fazer parte do folclore da repartição.
Como narrado no episódio anterior, Maçarico era um palhaço de festas infantis que no dia-a-dia perdia tempo como funcionário público. E foi no trabalho que passou a ser assediado por uma vendedora, a qual ele apelidou carinhosamente de Véia. Era até mais jovem do que ele, mas aparentava mais idade.
Para conquistar o palhaço, a Véia lançou mão de dotes culinários, e convidou-o para um jantar em seu apartamento — bebidas e pratos afrodisíacos cuidadosamente preparados por ela.
Não obstante ser adepto do matrimônio (ver episódio I), nosso herói aceitou o convite. Depois de comer e beber muito, era chegada a hora de entrar em ação. Contudo, após dar várias arremetidas e já com dor na cabeça de baixo, Maçarico acabou por desistir de romper o lacre da Véia. “Seria virgem?”, pensou. Na manhã seguinte, ela liga toda consternada: “Desculpe querido, mas no calor da emoção esqueci de tirar o Tampax.” Nunca mais voltaram a se ver.
Mas o auge foi quando numa festa de fim de ano da repartição, Maçarico resolveu uniu as duas profissões: animaria a festa e os colegas de trabalho. Lá pelas tantas, mais chumbado que o normal, ouviu algum gaiato sugerindo striptease. Não se fez de rogado e, dançando freneticamente, logo desceu o macacão colorido. Só que não percebeu que uma das bolas do saco tinha escapado, e balançava pendurada pela lateral da cueca. Como muitos filmaram e fotografaram, a performance passou a fazer parte do folclore da repartição.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
As desventuras de Maçarico, o palhaço erótico I
Esse continho é do amigo Alta, que dispensa apresentação no MCP. Já o personagem que ele nos apresenta, esse merece destaque. O fato é que nos divertimos muito quando recebemos essas pérolas dos leitores-colaboradores!
Maçarico era um palhaço de festas infantis, que nas "horas ocupadas" se travestia de funcionário público municipal. Quando estava à paisana, trabalhava de segunda a sexta no setor de compras da repartição.
Apesar de casado e já beirando os 50, aparentava 20 anos menos e se valia de sua espontaneidade, alegria e vigor físico para conquistar todas as mulheres que considerava apetitosas, principalmente as vendedoras com quem mantinha contatos comerciais de trabalho.
A alcunha "Maçarico" lhe fora dada pelos amigos, pois costumava animar as festas com altas dosagens etílicas no sangue. Supunham que bastaria acender um fósforo perto do palhaço para que ele lançasse chamas pela boca.
Dentre suas façanhas, contam que, certa vez, confundiu o aniversariante a festa toda, e só ao final foi alertado do equívoco pela mãe do garoto, pois passara o tempo todo paparicando o menino errado, que era apenas um convidado. Menos pior, pois era comum, durante as festas, dar chutes e beliscões disfarçados nos malcriados que o tivessem provocado ou ofendido.
Outra característica era sua facilidade para armar a lona do circo na roupa de palhaço. Bastava ver uma mãe ou convidada gostosa, que o Maçarico já ficava todo assanhado pra cima dela.
Maçarico era um palhaço de festas infantis, que nas "horas ocupadas" se travestia de funcionário público municipal. Quando estava à paisana, trabalhava de segunda a sexta no setor de compras da repartição.
Apesar de casado e já beirando os 50, aparentava 20 anos menos e se valia de sua espontaneidade, alegria e vigor físico para conquistar todas as mulheres que considerava apetitosas, principalmente as vendedoras com quem mantinha contatos comerciais de trabalho.
A alcunha "Maçarico" lhe fora dada pelos amigos, pois costumava animar as festas com altas dosagens etílicas no sangue. Supunham que bastaria acender um fósforo perto do palhaço para que ele lançasse chamas pela boca.
Dentre suas façanhas, contam que, certa vez, confundiu o aniversariante a festa toda, e só ao final foi alertado do equívoco pela mãe do garoto, pois passara o tempo todo paparicando o menino errado, que era apenas um convidado. Menos pior, pois era comum, durante as festas, dar chutes e beliscões disfarçados nos malcriados que o tivessem provocado ou ofendido.
Outra característica era sua facilidade para armar a lona do circo na roupa de palhaço. Bastava ver uma mãe ou convidada gostosa, que o Maçarico já ficava todo assanhado pra cima dela.
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